terça-feira, 19 de maio de 2015

JÁ PAGAM CARO QUANDO PRECISA VEM O DESCASO COM O POVO

ANS suspende venda de 87 planos de saúde de 22 operadoras

Entre os motivos estão o não cumprimento dos prazos máximos de atendimento e negativas indevidas de cobertura
Entre os motivos estão o não cumprimento dos prazos máximos de atendimento e negativas indevidas de cobertura
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) suspendeu nesta segunda-feira (18), a comercialização de 87 planos de saúde de 22 operadoras pelo não cumprimento dos prazos máximos de atendimento e por outras queixas, como negativas indevidas de cobertura. Clique aqui e veja lista dos planos suspensos.
Das 22 operadoras com venda suspensa neste novo ciclo, 8 já tinham planos em suspensão no período anterior e 14 operadoras não constavam na última lista. Dessas, 11 terão a comercialização de planos suspensa pela primeira vez. A medida é preventiva e perdura até a divulgação do 14º ciclo.
Nesta segunda, a autarquia informou ainda que decidiu liberar a comercialização de outros 34 planos de saúde que estavam suspensos após ter comprovado a melhoria no atendimento ao cliente.
Os dados fazem parte do 13º ciclo do Programa de Monitoramento da Garantia de Atendimento, que protege aproximadamente 3,2 milhões de clientes vinculados aos planos com comercialização suspensa. Segundo a ANS, sem a solução dos problemas assistenciais, as operadoras não podem receber novos clientes.
Atualmente, o Brasil tem 50,8 milhões de consumidores com planos de assistência média e 21,4 milhões com planos exclusivamente odontológicos.
“O Programa de Monitoramento da Garantia de Atendimento deve sempre acompanhar a evolução do setor de saúde suplementar e, dessa forma, manter-se como uma medida preventiva eficaz na proteção dos consumidores”, avalia a diretora-presidente substituta da ANS, Martha Oliveira.
Desde o início do programa, 1.099 planos de 154 operadoras já tiveram as vendas suspensas. Outros 924 planos voltaram ao mercado após comprovar melhorias no atendimento.
Fonte: Estadão

quinta-feira, 14 de maio de 2015

SE ISSO NÃO FOR PERSEGUIÇÃO AOS EVANGÉLICOS POQUE TUDO ISSO

Psicóloga cristã será julgada por demonstrar sua fé nas redes sociais

Imagem: ReproduçãoSerá julgada no próximo dia 22, no Conselho Federal de Psicologia, a psicóloga Marisa Lobo. Ela teve o registro profissional cassado sob alegação de que teria ferido o Código de Ética ao declarar, em seu blog pessoal e na sua conta no twitter, ser cristã.
O Conselho havia notificado a psicóloga, e estabelecido prazo de 15 dias para que ela retirasse qualquer menção ao cristianismo de suas redes sociais. A psicóloga se negou, e o Conselho de Psicologia, decidiu processá-la.
A Ordem dos Advogados do Brasil se manifestou sobre o caso, e, em parecer técnico, classificou o inquérito contra Marisa Lobo de “descabido” e “inconstitucional”. Não adiantou. A psicóloga teve o registro cassado. Seis meses depois, a Justiça Federal anulou a cassação. Mas, o Conselho apelou ao Supremo, e marcou um novo julgamento.
Para Marisa, a reabertura do caso não passa de retaliação, depois que ela participou de uma audiência na Comissão de Direitos Humanos para ouvir o depoimento de ex- gays.
Fonte: UOL

QUEM NÃO DEVE NÃO TEME,MAS QUEM DEVE PAGA

PF pede quebra de sigilo bancário de Renan e Collor

Solicitação foi realizada em procedimento sigiloso relacionado aos inquéritos contra os políticos por suspeita de envolvimento no esquema de desvios na Petrobrás
Solicitação foi realizada em procedimento sigiloso relacionado aos inquéritos contra os políticos por suspeita de envolvimento no esquema de desvios na Petrobrás
Investigadores encaminharam ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedido para quebrar o sigilo bancário em inquéritos dos quais são alvo o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o senador Fernando Collor (PTB-AL), o deputado federal Aníbal Gomes (PMDB-CE) e o ex-deputado do PP João Pizzolatti, investigados por suposta participação no esquema de corrupção e pagamento de propina envolvendo a Petrobrás deflagrado pela Operação Lava Jato.
O departamento da Polícia Federal que cuida dos inquéritos que correm no Tribunal enviou as solicitações ao ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no Supremo, no último dia 7. Os pedidos foram protocolados em segredo de justiça e de forma separada dos inquéritos nos quais os políticos são investigados. No caso dos inquéritos em que Renan Calheiros, Aníbal Gomes e Collor são investigados, também foi requisitada quebra de sigilo fiscal, quando podem ser requeridos dados que estão em poder da Receita Federal.
As quebras de sigilo bancário e fiscal podem servir para checar depósitos mencionados pelos delatores da Lava Jato. O doleiro Alberto Youssef disse, em delação premiada, que fez “vários depósitos” a Fernando Collor, além de ter autorizado entregas de dinheiro em espécie para o parlamentar. Youssef relata ainda que em uma das operações, a entrega foi feita por seu funcionário, Rafael Angulo, que levou o dinheiro até Alagoas. Tido como “mensageiro” de Youssef, Angulo realizou delação premiada que foi homologada recentemente pelo ministro Teori Zavascki. A delação pode reforçar a investigação de políticos no STF.
No caso do presidente do Senado, o ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa afirmou em delação ter conhecimento que parte de valores envolvidos em contratos da estatal eram canalizados pelo peemedebista. O delator afirmou ainda que Aníbal Gomes era um interlocutor de Renan. No inquérito que investiga Pizzolatti, a procuradoria-geral da República relata que Youssef afirmou que o ex-deputado compunha grupo de parlamentares do PP que atuavam na “operacionalização do esquema de corrupção” de forma “estável e perene”.
Na tarde desta quarta-feira, 13, a PF pediu diligências nos inquéritos que investigam o senador Valdir Raupp (PMDB-RO) e o deputado Eduardo da Fonte (PP-PE). Com relação aos dois parlamentares, no entanto, não se sabe ainda se o pedido foi pela quebra de sigilo ou outra solicitação. A autorização para que um oficial de justiça fosse à Câmara dos Deputados para realizar buscas de dados que ajudarão na investigação do presidente da Casa, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) também consta de pedido apartado do inquérito e tramitou de forma oculta, até sua realização.
Fonte: Estadão

NÃO IMPORTA A SUA POSIÇÃO ERROU TEM QUE PAGAR

Funcionário espanhol que matou esposa brasileira perder imunidade

Figón era casado com Rosemary há 30 anos, e tinham uma filha
Figón era casado com Rosemary há 30 anos, e tinham uma filha
O ministro de Relações Exteriores da Espanha, José Manuel García-Margallo, revelou nesta quarta-feira (13) que o Governo espanhol suspenderá a imunidade diplomática do conselheiro de Interior da Embaixada da Espanha no Brasil, caso seja confirmado que se trata de um caso de violência machista. “A imunidade diplomática nunca pode servir como álibi para fatos tão graves como a violência machista”, declarou Margallo, em Valência. “A primeira coisa que a Embaixada fez, seguindo minhas instruções, foi comunicar à Chancelaria brasileira que a Espanha não apenas não coloca nenhum empecilho à investigação em andamento, que corresponde às autoridades brasileiras, mas que está à disposição para investigar um fato de tamanha gravidade”, acrescentou o ministro.
O delegado do Corpo Nacional de Polícia, Jesús Figón, foi libertado na terça-feira pela tarde depois de confessar ter matado sua esposa, Rosemary Justino Lopez, de 50 anos, de nacionalidade brasileira. O policial morava em Brasília, onde exercia suas funções, mas viajava com frequência à Vitória, capital do Espírito Santo, onde tinha um apartamento, onde o crime ocorreu.
O delegado da Divisão de Homicídios e Proteção à Mulher de Vitória declarou ao jornal ‘O Globo’ que Figón disse ter agido em legítima defesa. “Ele contou que a mulher sofria de depressão. Ela perdeu um filho e toda vez que se aproxima a data da morte ela tinha uma recaída. Falou que ela era alcoólatra, ontem [segunda-feira] fez excessiva ingestão de álcool e na madrugada teve uma discussão. Ele nos relatou que ela partiu para cima dele com uma faca, ele tomou a faca e efetuou os golpes”.
Segundo este porta-voz, Figón foi libertado por ter confessado o crime voluntariamente, além de ter imunidade diplomática, mas está “à disposição das autoridades brasileiras”, à espera da definição se a Espanha vai assumir o caso ou se vai deixar nas mãos dos tribunais brasileiros. Fontes diplomáticas disseram que a Embaixada da Espanha em Brasília está em contato com o Ministério de Relações Exteriores brasileiro, que ainda não recebeu nenhum pedido para suspender a imunidade do delegado. Depois de permanecer sob custódia policial por 12 horas, Figón passou a noite da terça-feira em um hotel em Vitória, a cerca de 1.250 quilômetros da capital federal.
Figón, de 64 anos, estava com Rosemary, a quem conheceu na Espanha, há 30 anos. Ambos tinham uma filha, enquanto ele tinha três filhos de um casamento anterior. Começou a trabalhar na Embaixada de Brasília em 2012 e estava a ponto deixar o posto, já que sua vaga havia sido disponibilizada para concurso. Anteriormente havia sido delegado-chefe de Alcalá de Henares (Madri), entre outros locais.
Fonte: El País

O GOVERNO VEM SENDO DERROTADO A CADA VOTAÇÃO NA CÂMARA

Câmara derrota governo e aprova flexibilização do Fator Previdenciário

Imagem: Luis Macedo/Câmara dos DeputadosA Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (13) uma emenda à medida provisória 664 que flexibiliza o Fator Previdenciário, mecanismo que limita o valor da aposentadoria de pessoas mais novas, em um revés para o Planalto, que era contra a medida.
A aprovação da emenda, que representa uma derrota para o governo da presidente Dilma Rousseff num momento de esforço de ajuste fiscal, aconteceu depois de, mais cedo, os deputados aprovarem o texto-base da MP 664, que altera regras de acesso a benefícios previdenciários, como pensão por morte.
A emenda, aprovada por 232 votos a 210, passa agora a fazer parte da MP 664, editada pelo governo no ano passado no âmbito do ajuste fiscal.
O texto da medida prevê que o contribuinte possa se aposentar sem a incidência do Fator Previdenciário após 30 anos de serviço, no caso de mulheres, e de 35, no caso de homens, desde que a soma do tempo de serviço com a idade seja igual ou superior a 85, para mulheres, e 95, para homens.
O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), argumentou durante a votação da matéria que o Planalto criou um grupo de discussão sobre o Fator Previdenciário com a participação de sindicalistas, do Congresso Nacional, do governo e do setor empresarial e que, em 180 dias, seria apresentada uma proposta de mudança.
Isso, no entanto, não foi o suficiente para evitar a aprovação da emenda, de autoria do deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), inclusive com o voto de parlamentares de partidos da coalizão governista que apoia Dilma e de nove dos 58 deputados do PT que participaram da votação.
Além disso, todos os 12 deputados presentes do PCdoB, partido da base geralmente fiel ao governo, também votaram pela alteração no Fator Previdenciário
Fonte: Reuters e MSN

quarta-feira, 13 de maio de 2015

UMA ACUSAÇÃO MUITO SERIA

‘Só não prenderam Lula porque ninguém tem coragem’, diz ex-deputado

Pedro Corrêa (PP/PE), preso por suspeita de corrupção, depôs à CPI da Petrobrás e afirma que foi o ex-presidente que indicou Paulo Roberto Costa para diretoria na estatal
Pedro Corrêa (PP/PE), preso por suspeita de corrupção, depôs à CPI da Petrobrás e afirma que foi o ex-presidente que indicou Paulo Roberto Costa para diretoria na estatal
O ex-deputado federal Pedro Corrêa (PP-PE) – condenado no mensalão e preso pela Operação Lava Jato – afirmou à CPI da Petrobrás que foi o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que colocou Paulo Roberto Costa na Diretoria de Abastecimento. Ouvido em Curitiba por parlamentares da CPI, o ex-presidente do PP afirmou que “só não prenderam Lula porque ninguém tem coragem”.
“O diretor de Abastecimento da Petrobrás, que se eu não me engano a memória era um tal de Manso, ele se atritou com a diretoria e o presidente Lula convidou o Paulo Roberto Costa para ser diretor de Abastecimento”, afirmou Corrêa, ao comentar a nomeação do delator ao cargo, em 2004. “Isso era a notícia que chegou para mim”.
“O presidente Lula, depois de achar que o Paulo (Roberto Costa) deveria ser diretor de Abastecimento, disse então que ele ficaria na cota de autoridades que poderiam ter a chancela do Partido Progressista”, disse Pedro Corrêa.
“Lula disse isso?”, questionou o deputado Onix Lorenzoni. “Não disse isso a mim. Mas disse isso ao líder do partido, que era o sr Jose Janene”, respondeu o ex-deputado.
Em suas delações premiadas, Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef – que operavam o esquema de propina na estatal pelo PP – afirmaram que a indicação do ex-diretor foi do PP. Disseram ainda que foi uma indicação problemática, alvo de muitas negociações.
Pedro Corrêa é acusado de receber R$ 5 milhões do esquema de corrupção e propina na Petrobrás, por intermédio do ex-diretor de Abastecimento e do doleiro Alberto Youssef, peças centrais das investigações.
Inicialmente, ele afirmou aos deputados da CPI que usaria o direito de ficar calado, mas acabou respondendo às questões.
Negou recebimento de propina de Youssef e contatos com as empreiteiras do cartel – com exceção da Queiroz Galvão.
Os deputados da CPI encerraram os depoimentos de 13 alvos da Lava Jato presos em Curitiba – sede da grande investigação. Além de Corrêa, foram ouvidos o ex-deputado Luiz Argolo (SD-BA), que é acusado de ter se associado a Youssef, e André Vargas (ex-PT).
Corrêa negou que tivesse recebido dinheiro do esquema e argumentou que deixou de ter cargo parlamentar em 2006.
Advertido pelos parlamentares que mesmo depois ele manteve sua influência, o ex-parlamentar desafiou os membros da CPI a apontarem um caso de político que continuou poderoso, sem mandato.
“Lula é político sem mandato, Fernando Henrique é político sem mandato”, retrucaram os deputados.
“Qual é a influência hoje dele (Lula), se querem botar ele na cadeia? Agora ninguém tem coragem de botar ele na cadeia. Porque eu tenho certeza que aí sim vai existir o que aconteceu na época do Getúlio (Vargas, ex-presidente) quando ele deu um tiro no peito e o povo saiu para rua com paus, panelas para quebrar tudo”, retrucou Corrêa.
“Nunca recebi dinheiro ilegal do senhor Youssef”, afirmou o ex-deputado. Novamente perguntado pelos parlamentares da CPI sobre se achava que Lula seria preso, Corrêa voltou a falar no assunto.
“Eu, se tivesse uma bolinha de cristal, certamente não estaria aqui. Mas eu acho, na minha avaliação pessoal de um camarada que está fora da política desde 2006, que a prisão dele (Lula) seria uma catástrofe para esse País.”
Ex-deputado por Pernambuco, pai de políticos, Corrêa disse que no Nordeste a prisão de Lula enfrentaria resistência.
“Pelo que conheço da minha região do Nordeste, e pelo que andei nas casas daquele povo pobre, a gente quando chega lá encontra um retrato do padrinho Padre Cícero, junto com o de Lula e de Miguel Arraes (ex-governador morto de Pernambuco). É um discurso da gente enfrentar, colocar o rico contra o pobre é uma coisa difícil de se enfrentar”.
O ex-presidente, por meio de sua assessoria, não quis comentar o caso.
Fonte: Estadão/Blog Fausto Macedo

Segio Lima Artesanato

 
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