sexta-feira, 17 de julho de 2015

UM COMENTÁRIO MUITO BOM POR REINALDO AZEVEDO

17/07/2015
 às 7:35

PETELÂNDIA EM FESTA – Conforme o antevisto aqui, por enquanto, só os “inimigos” internos e externos de Dilma estão na mira da trinca Justiça-MP-PF

Houve uma explosão de alegria nesta quinta no PT e no Palácio do Planalto. Finalmente, “pegaram o homem”. Há quem diga que, agora, Dilma está salva. Até que alguém, um pouco mais realista, lembrou que tudo pode terminar como em “Cães de Aluguel”, de Tarantino: todo mundo atira, e todo mundo morre.

Façamos primeiro uma abordagem puramente descritiva do quadro. Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara, é uma pedra no sapato da presidente. A bomba contra ele foi deflagrada ontem com requintes de rara heterodoxia processual, o que a imprensa não percebeu — ao menos segundo o que li até agora. Já explico. Júlio Camargo, o misto de empresário e lobista da Toyo Setal, disse em depoimento ao juiz Sérgio Moro que pagou ao deputado US$ 5 milhões em propina.
Na segunda, dia 13, tinha sido a vez de Renan Calheiros (PMDB-AL), outro pedregulho incômodo no calçado da governanta, levar uma granada. Também em depoimento à 13ª Vara da Justiça Federal, Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, afirmou que o presidente do Senado levava propina por intermédio do deputado Aníbal Gomes (PMDB-CE).
Há duas outras frentes ainda em que Dilma pode se encalacrar, também sob suspeita nesse momento. Uma é o Tribunal de Contas da União. Tiago Cedraz, filho do presidente do tribunal, Aroldo Cedraz, é acusado por Ricardo Pessoa de, digamos, vender seus serviços para a UTC em razão do trânsito que mantinha naquele órgão. Alguém se lembrará de perguntar, como já tem perguntando, que moral tem a Casa para recomendar a rejeição das contas de Dilma. Calma! Ainda não acabou.
A outra frente que pode criar severas dificuldades para Dilma é o TSE. Encontro recente entre o ministro Gilmar Mendes, Cunha e o deputado Paulinho da Força (SDD) foi tratado pelos petistas como uma espécie de conspiração em favor do impeachment. Bem, meus caros, não há duvida de que há homens e mulheres trabalhando para que Dilma, a impoluta, surja como uma espécie de vítima entre lobos famintos.
Heterodoxia
Há procedimentos aí que são do arco da velha. Prestem atenção! Júlio Camargo já havia feito quatro depoimentos. E negara que tivesse pagado propina a Cunha. Como viram, o empresário agora diz que assim procedeu porque tinha medo do deputado poderoso. Certo! Se o temor de antes o fez negar, o que ora o torna corajoso? Seria um medo maior? De alguém com ainda mais poder sobre o seu destino? Mas essa é só a questão lógica. Quero me ater aqui a uma questão de técnica processual.
Acusado por Cunha de estar por trás do aluvião que o atinge, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, respondeu o seguinte: “A audiência referente à ação penal da primeira instância — que tem réu preso, ou seja, tem prioridade de julgamento — foi marcada pelo juiz federal Sergio Moro há semanas (em 19 de junho), a pedido da defesa de Fernando Soares, e a PGR não tem qualquer ingerência sobre a pauta de audiências do Poder Judiciário, tampouco sobre o teor dos depoimentos prestados perante o juiz”.
Traduzo para vocês, e a questão técnica é um tanto delicada, vamos lá. Se, agora, Paulo Roberto Costa e Júlio Camargo acusam, respectivamente, Renan e Cunha, em depoimento a Sergio Moro, por que não o fizeram antes? Há duas respostas, e nenhuma é boa:
a: mentiram antes ou mentem agora;
b: tivessem citado antes os respectivos nomes, o processo teria saído das mãos de Moro porque os dois parlamentares têm foro especial por prerrogativa de função  — vale dizer: têm de ser investigados pelo Supremo. Nesse caso, não fica difícil demonstrar que houve, então, condução do processo — o que pode até ser causa de anulação. Reclamo desse procedimento há muito tempo. Aqui, vocês encontram um texto do dia 2 de fevereiro.
Pergunto: é aceitável que um juiz impeça um depoente, especialmente em delação premiada, de citar nomes de políticos eleitos só para impedir o processo de mudar de instância? Janot não pode dizer um “nada tenho com isso” porque esse procedimento foi adotado de comum acordo com o Ministério Público Federal.
Por que vibram?
Na cabeça do Planalto e do PT, com Cunha e Renan contra a parede, diminuem as chances de o Congresso acatar um eventual parecer do TCU — também ele tisnado — recomendando  rejeição das contas de Dilma. Sem a rejeição, mais distante fica a possibilidade de uma denúncia da oposição por crime de responsabilidade à Câmara. Ainda que venha a acontecer, as defecções na periferia do grupo de Cunha tornariam ainda mais remotas as chances de se obterem os 342 votos necessários.
Os petistas tratavam ontem a estranha denúncia de Júlio Camargo, em procedimento não menos estranho, como o “turning point” de Dilma. Até porque têm a certeza de que Janot não oferece risco nenhum à presidente. Mas o procurador-geral fica para outro post.
Texto publicado originalmente às 4h33
Por Reinaldo Azevedo
17/07/2015
 às 7:31

Como antevi, Operação Lava-Jato virou “Operação Lava-Dilma”. Planalto tem de aplaudir Janot de pé!

Sei o quanto fui e sou criticado, desde sempre, por não tratar Rodrigo Janot e Sergio Moro como heróis. Aqui e ali me advertem sobre difamadores profissionais. Aliás, dispensem-se. Não os leio nem me interessam. De verdade! Podem tirar a calça pela cabeça. O que tenho afirmado aqui desde sempre? Que, dada a toada, a versão que se vai consolidar sobre o petrolão é a de que empreiteiros malvados se juntaram com parlamentares safados — a esmagadora maioria de segunda linha — e funcionários corruptos da Petrobras para assaltar o país. O fato de José Dirceu e João Vaccari Neto estarem entre os investigados não muda nada.
E, no entanto, tenho perguntado aqui: foi isso o que aconteceu? Cadê o Poder Executivo nessa história, senhor Janot? Cadê o governo federal, Moro? Devo mesmo acreditar, dados os inquéritos, que era o PP quem decidia os destinos da Petrobras e comandava o assalto à estatal e ao Estado de Direito?
No dia 8 de março, logo depois de divulgada a lista de Janot, escrevi aqui um post cujo título era este: “OPERAÇÃO LAVA-DILMA – Planalto ajudou a ‘pensar’ a Lista de Janot. Zavascki carimba o ‘nada consta contra a presidente’. Cunha e Renan reagem. Ou ainda — Silvio Santos pergunta sobre a relação Janot-Cardozo: ‘É namoro ou amizade?’ A plateia decide”
TÍTULO JANOT
Eu me referia, obviamente, ao encontro entre o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e o procurador-geral da República — um encontro fora da agenda — que antecedeu a divulgação da tal lista.
Eu reproduzo um trecho daquele texto:
“Voltem à lista. Aquela penca de pepistas lá citados é irrelevante porque pepistas são irrelevantes. Ponto. No PT, Gleisi Hoffmann e Humberto Costa têm alguma importância — ele é líder da bancada no Senado —, mas ninguém ateará fogo às vestes pela dupla. Já o PMDB… Pois é: Janot encontrou, até agora, apenas sete peemedebistas que estariam enrolados no caso: um é presidente da Câmara, e o outro, do Senado. O PT comanda a República há 12 anos, aparelha até batizado e velório, e o petista mais graduado a ser investigado, por enquanto, é… Humberto Costa!”
Reproduzo outro:
“Convenham: o que se tem até aqui da ‘Operação Lava-Dilma’ já é uma enormidade, não? Reparem, meus caros: até agora, o petrolão não tem um centro político. Até agora, neste Oscar de Roteiro Adaptado, empresários maus e cúpidos se reúnem para subornar servidores pervertidos, que repassavam (depois de tirar o seu) o dinheiro para um bando de parlamentares, a maioria do…PP!!!”
Quem acredita nessa patacoada?
Seja no caso do petrolão, seja no caso das pedaladas fiscais, o que se nota é uma clara determinação da Procuradoria-Geral da República de preservar a presidente. Janot sabe muito bem, porque se trata de jurisprudência do Supremo, que se pode, sim, abrir ao menos um inquérito para investigar eventuais ações irregulares da mandatária. Mas quê… Há mais: e o pedido encaminhado pela oposição, com base no Artigo 359 do Código Penal, para que se apure a lambança contábil do governo? De quanto tempo ele precisa para dizer “sim” ou “não”?
Os desdobramentos estão aí. Ora, tenham a santa paciência! Depois de tudo o que sabemos da Operação Lava Jato; depois de tudo o que sabemos sobre a Petrobras; depois de tudo o que sabemos sobre o aparelhamento do estado, que seja o Palácio do Planalto a comemorar o andamento da investigação e os desdobramentos desta quarta e quinta, eis o mais dileto fruto da Operação Lava Jato, comandada por Rodrigo Janot e Sergio Moro.
É tudo lamentável para o país, sim. Mas eu estava certo, e os que me atacaram, nesse particular ao menos, errados. Eu sempre achei, dados os pressupostos, que a Operação Lava Jato chegaria aqui. E chegou: a cúpula do Legislativo contra a parede e o Poder Executivo sem ter de responder a nada.
Janot está de parabéns! Não é qualquer um que conseguiria realizar esse trabalho, do agrado do Planalto, e ainda posar de herói da resistência. Aqui não. Aqui não será.
Texto publicado originalmente às 6h03
Por Reinaldo Azevedo

O GOVERNO DA MENTIRA MOSTRA QUE E CONTRA OS MAIS CARENTE QUE VERGONHA PRESIDENTA DILMA

Governo suspende verbas do Minha Casa para os mais pobres
Segundo orientação da União, contratações da faixa do programa que contempla famílias com renda de até R$ 1.600 foram adiadas enquanto os pagamentos das obras não são normalizados
17/07/2015 às 09:40 - Atualizado em 17/07/2015 às 13:44

Presidente Dilma Rousseff durante cerimônia de entrega de unidades habitacionais do Programa Minha Casa Minha Vida em Feira de Santana (BA)(Roberto Stuckert Filho/PR)
O governo federal suspendeu novas contratações da faixa um do programa habitacional Minha Casa Minha Vida, que contempla as famílias mais pobres, cuja renda é de até 1.600 reais por mês. Quase 4 milhões de famílias precisam de moradia no Brasil.
No primeiro semestre deste ano, o governo contratou 202.064 unidades do programa de habitação popular, uma das principais vitrines da presidente Dilma Rousseff. Apenas 3,66% dessas casas foram destinadas às famílias da faixa um. As contratações para esse público só ocorreram no início do ano e estavam relacionadas a contratos acertados em 2014, mas que ficaram para 2015. Na prática, o programa de habitação popular deixou de contratar moradias para o público que mais precisa dele.
A orientação dada pelo governo é não fechar mais contratos para essa faixa inicial do Minha Casa, enquanto não colocar em dia os pagamentos atrasados das obras.
A grande maioria das moradias que foram contratadas no primeiro semestre deste ano será construída para abrigar famílias que ganham acima de 1.600 reais, até o teto de 5.000 reais por mês. Elas participam das faixas dois e três do programa.
LEIA MAIS:
Promessa descumprida - Os dados mostram que o governo descumpriu a promessa de construir 350.000 novas casas no primeiro semestre deste ano. O anúncio oficial da prorrogação da segunda etapa foi um agrado para o setor da construção civil, que tinha medo do que realmente viria a acontecer: uma paralisia do segmento.
A promessa de criação da fase três do Minha Casa foi usada durante a campanha eleitoral, mas o lançamento do programa foi adiado várias vezes, principalmente por causa da frustração da arrecadação de impostos. Neste ano, o orçamento do Minha Casa caiu de quase 20 bilhões de reais para 13 bilhões de reais.
A participação do déficit habitacional das famílias com renda de até três salários mínimos (2.364 reais) aumentou de 70,7% para 73,6% entre 2007 e 2012, segundo dados do IBGE de 2012, reunidos pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O Ipea estima que, para resolver o problema da falta de habitação digna no Brasil - incluindo a necessidade de moradia de famílias que ganham mais de três salários mínimos e da população da zona rural -, seria preciso construir 5,24 milhões de residências.
Em tempos de vacas magras, não há mais recursos para o governo bancar até 95% do valor dos imóveis. Nos dois primeiros anos do Minha Casa Minha Vida, no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o subsídio do faixa um alcançou 18 bilhões de reais, enquanto o das duas outras faixas ficou em 2 bilhões de reais.
Na segunda etapa - de 2011 a 2014 -, a faixa um teve 62,5 bilhões de reais em subsídios e as duas outras faixas, por volta de 5 bilhões de reais. Nas duas etapas, ao longo de cinco anos, o governo contratou 1,7 milhão de casas para as famílias que ganham até 1.600 reais. Dessas, foram entregues 761.000 casas.
Nova faixa - Para resolver o problema, o governo estuda criar uma nova faixa para o programa, com renda entre 1.200 reais e 2.400 reais, para ser subsidiada também com os recursos do FGTS. As famílias poderão comprometer até 27,5% da renda familiar com o financiamento da casa própria. Nessa nova modalidade, o subsídio será menor, porque haverá uma contrapartida do próprio interessado, do governo estadual ou da prefeitura. A solução encontrada pelo governo foi diminuir a participação das verbas federais no subsídio dado a essa nova faixa. As famílias com orçamento menor do que os 1.200 reais continuarão desamparadas.

 fonte veja 

PRESIDENTA DILMA AGORA E LUTA DE VERDADE E O POVO VAI JUNTO

Cunha cita bando de aloprados no Planalto e diz: 'Agora sou oposição'
Citado por delator, presidente da Câmara afirmou que é vítima de perseguição política. E que não será arrastado pelo PT para a 'lama' do petrolão
Por: Marcela Mattos, de Brasília17/07/2015 às 11:53 - Atualizado em 17/07/2015 às 13:27


Eduardo Cunha em entrevista coletiva em Brasília(Ed Ferreira/Folhapress)
Depois de declarar guerra ao Palácio do Planalto, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), fez nesta sexta-feira seu mais duro ataque ao governo e ao Partido dos Trabalhadores. Arrastado para o centro do escândalo do petrolão - o lobista Julio Camargo, da Toyo Setal, contou à Justiça que o peemedebista pediu 5 milhões de dólares do propinoduto da Petrobras para agilizar contratos na estatal -, Cunha formalizou oficialmente seu rompimento com o Planalto. E afirmou que que é vítima de uma perseguição política orquestrada pelo governo. "Tem um bando de aloprados no Planalto que vive desse tipo de circunstância, de criar constrangimentos. Esse bando de aloprados é que precisa ser investigado", disparou. Instado a citar a quais aloprados se referia, Cunha não citou nomes. A expressão é a mesma utilizada pelo ex-presidente Lula em referência aos responsáveis por forjar um dossiê com falsas denúncias contra o então candidato José Serra (PSDB) nas eleições de 2006 - na ocasião, o coordenador da campanha de Aloizio Mercadante, hoje ministro da Casa Civil, ao governo de São Paulo, Hamilton Lacerda, foi filmado entrando com uma mala no hotel onde seriam presos dois dos envolvidos no escândalo.
"O presidente da Câmara agora é oposição ao governo. Eu, formalmente, estou rompido com o governo. Politicamente estou rompido", afirmou. Cunha disse ainda que pregará, no congresso do PMDB, que o partido rompa oficialmente com o governo. "Não há como aceitar que meu partido faça parte de um governo que quer me arrastar para a lama dele". O presidente da Câmara disse que, ao contrário do PT, o PMDB não está envolvido no esquema que sangrou os cofres da estatal - e não tem tesoureiros presos, em referência a João Vaccari Neto. "O governo sempre me viu como uma pedra no sapato, sempre tentou me enfrentar na eleição. Não sei se é medo de mim. É porque o governo não me queria, não me quer na presidência da Câmara. O governo não me engole, tem um ódio pessoal contra mim", disparou.
O peemedebista afirmou que seu rompimento é pessoal, e que não altera sua posição institucional. "Nada deixará de ser pautado ou impedido. Teremos a seriedade que o cargo ocupa. Porém, o presidente da Câmara é oposição ao governo", afirmou o peemedebista. O anúncio de Cunha pode acarretar consequências graves ao governo da presidente Dilma Rousseff e, politicamente, indica um afastamento inédito e sintomático do PMDB dos cabides do poder no momento em que a crise política beira a temperatura máxima.
A artilharia de Cunha não poupou o juiz federal Sergio Moro, responsável por conduzir os processos da Operação Lava Jato em primeira instância, e a Procuradoria-Geral da República, capitaneada por Rodrigo Janot. "É uma orquestração que tem efetivamente a participação do governo. Desde a abertura de inquérito até essa ação do procurador. Janot, de certa forma, negociou sua prerrogativa e sua consciência visando a recondução ao caego. Quem pode fazer sua condução é o governo, e como ele está a serviço do governo, é obvio que tem essa interação", afirmou o peemedebista. "Há um ânimo persecutório fdo procurador da República". Sobre Moro, Cunha disparou: "Moro acha que o Supremo Tribunal Federal e o Supremo Tribunal de Justiça se mudaram para Curitiba e que ele é o dono de todos. É um erro que ele comete, e que pode acabar tornando nulas muitas das ações que fez. Ele está invadindo uma competência que não é dele". Cunha, no entanto, defendeu a prisão dos envolvidos no esquema investigado pela Lava Jato e afirmou que falta gente na carceragem de Curitiba.
O parlamentar ainda chamou o delator Júlio Camargo de "pilantra". "Você acha que eu vou acreditar em um pilantra que fala quatro vezes uma coisa e cinco vezes outra? Ninguém confirma o que ele falou. Você acha que eu vou pautar a minha vida política com base no que disse um bandido, réu confesso, lobista ou outro doleiro preso? Eles é que provem. Até porque a lei da delação é muita clara: a palavra do delator não é prova para nada, eles têm que configurar provas", afirmou.
O presidente da Câmara ainda disse estanhar o fato de que os nomes de Dilma e Lula tenham sido citados pelo delator Alberto Youssef e nenhuma investigação tenha sido aberta a respeito - ao contrário do que houve com ele. "É preciso saber que, seletivamente, estão pegando as coisas do Youssef e colocando onde querem", afirmou Cunha. O peemedebista afirma que Janot forçou o delator Julio Camargo a alterar seu depoimento e que o governo deu início, em 23 de junho, a uma devassa fiscal contra ele. "Não dá para aceitar que o governo use a máquina para buscar a perseguição política contra aqueles que se insurgem contra ele ou que, eventualmente, se posicionem contra ele", disse. "Por que após a delação do Ricardo Pessoa o procurador não determinou a abertura de inquérito contra o ministro Mercadante ou contra o ministro Edinho Silva? Ou outros ministros? Ali houve uma acusação frontal de recebimento de dinheiro de caixa dois. A atuação do MP tem sido seletiva. É só olhar bem: as casas dos senadores [alvo de busca e apreensão na terça-feira] não eram nenhuma de alguém do PT", prosseguiu. "Os próceres do PT estão incólumes".
As retaliações ao governo devem ter início ao fim do recesso parlamentar. Cunha deve instalar as Comissões Parlamentares de Inquérito para investigar o Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) e os Fundos de Pensões. Além disso, ministros próximos a Dilma devem ser convocados a falar no Congresso. Ao seu lado, Eduardo Cunha tem o presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), tão líder dentro do PMDB como ele, mas não tão influente na capilaridade do Legislativo. Renan aprovou a ideia. É hora de emparedar o Executivo sobre os rumos da Operação Lava Jato.
fonte veja 


quarta-feira, 15 de julho de 2015

SE VAI DAR CERTO ESTA UNIÃO SÓ O TEMPO DIRÁ QUE A PAZ REINA

Três consequências, e incertezas, do acordo nuclear com o Irã

O presidente do Irã, Hassan Rouhani, e o dos EUA, Barack Obama, anunciaram o acordo praticamente ao mesmo tempo nesta terça-feira
O presidente do Irã, Hassan Rouhani, e o dos EUA, Barack Obama, anunciaram o acordo praticamente ao mesmo tempo nesta terça-feira (14)
“Histórico” para alguns, “desastroso” para outros. O acordo fechado entre Irã e o grupo chamado P5+1 (Estados Unidos, China, França, Reino Unido, Rússia e Alemanha) para limitar o programa nuclear de Teerã em troca de alívio das sanções internacionais ao país do Oriente Médio não deixou a comunidade internacional indiferente.
Se os meses de negociações deram frutos, a grande dúvida agora é saber quais serão as consequências desse acordo tão esperado.
Para entender melhor o que pode mudar após o acordo, a ‘BBC’ lista três de seus possíveis efeitos e algumas questões que permanecem em aberto.
Impacto na economia (e no mercado de petróleo)
Não se trata de um acordo econômico, mas nuclear. Mesmo assim, o fim das sanções impactará de forma direta a economia do mundo todo, não apenas a do Irã.
O Congresso dos EUA tem 60 dias para aprovar ou rejeitar o acordo. De qualquer forma, Obama já prometeu vetar qualquer tentativa do Congresso para bloquear o pacto.
Caso tudo corra como espera o presidente dos EUA e o acordo seja totalmente implementado, espera-se que o Irã feche convênios lucrativos com grandes empresas de energia e aumente significativamente sua produção de petróleo.
Considerando que o Irã tem a quarta maior reserva de petróleo do mundo – estimada em 150 bilhões de barris – e a segunda maior reserva de gás natural do planeta, o potencial é gigante.
Hoje o Irã produz 2,85 milhões de barris de petróleo por dia. Bijan Zanganeh, ministro do Petróleo local, já anunciou que o país elevará a produção em 1 milhão de barris quando as sanções forem suspensas.
Embora o Irã tenha dito que o possível aumento de sua produção não terá grande impacto no mercado global, os preços do petróleo ficaram bastante voláteis nesta terça-feira.
A expectativa é que o Irã eleve suas exportações de petróleo em até 60% em um ano, segundo uma pesquisa com 25 analistas do setor feita pela agência de notícias Reuters. A demanda viria de países que reduziram as importações como consequência das sanções.
Mas “qualquer mudança nesse cenário não virá de imediato e será muito lenta”, afirmou à BBC Mundo Dina Esfandiary, especialista em Irã e pesquisadora do Centro de Estudos em Ciência e Segurança do King’s College de Londres.
“A infraestrutura petroleira do Irã é muito simples”, diz a pesquisadora. Ainda que todo o investimento fosse feito por multinacionais, construir a infraestrutura necessária levaria anos – e décadas até um aumento significativo da produção.
Impacto no equilíbrio de poder do Oriente Médio
Em termos geopolíticos, uma eventual aliança entre Irã, EUA e Europa pode ter “consequências sísmicas”, avalia o editor do serviço árabe da BBC, Mohamed Yehia.
Historicamente, o Irã tem sido o grande defensor das comunidades xiitas no Oriente Médio, em contraste com os grandes reinos sunitas dos países do Golfo Pérsico, liderados pela Arábia Saudita.
“O confronto é entre xiitas e sunitas. O Irã apoia o governo de Bashar al-Assad na Síria, o Hezbollah no Líbano e a revolução no Iêmen. Os sauditas o veem como uma grande ameaça”, afirma Yehia.
Ademais, segundo Yehia, o governo da Arábia Saudita acusa o Irã de fomentar – e financiar – a dissidência xiita dentro do próprio território saudita.
A rivalidade entre persas e árabes é histórica. Desde a Revolução Islâmica no Irã, em 1979, os EUA têm estado ao lado dos sauditas. E isso pode mudar agora.
Contudo, “o apoio do Irã a minorias xiitas não necessariamente tem a ver com uma agenda sectária, como é no caso da Arábia Saudita”, explica Esfandiary.
Os sauditas, que além de tudo são os principais produtores de petróleo da região, se verão afetados diretamente se o Irã começar a fechar acordos comerciais com o Ocidente, e não verão com bons olhos o seu principal aliado no Ocidente se tornar amigo de um inimigo.
“Eles (sauditas) temem que o acordo não garanta que o Irã detenha seu programa nuclear e se torne mais forte”, diz Yehia.
Impacto em Israel
A Arábia Saudita não é o único inimigo histórico do Irã na região. Nem o único aliado dos EUA.
“Israel deixou claro que está muito aborrecido. O próprio primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse estar profundamente preocupado com o acordo, que definiu como erro histórico”, lembra Yehia.
“Dar ao maior apoiador do terrorismo no mundo um passe livre para desenvolver armas nucleares é como dar fósforos a um piromaníaco”, afirmou o ministro de Ciência e Tecnologia israelense, Danny Danon.
Israel lançou mão de todo seu poder e de contatos internacionais para tentar deter as conversas que culminaram no acordo.
Em março, Netanyahu visitou o Congresso dos EUA, a convite da oposição republicana, para criticar as negociações com o Irã e alertar para as consequências de um possível afastamento entre os EUA e seu principal aliado no Oriente Médio.
Para Esfandiary, Israel e Arábia Saudita estão, acima de tudo, “fazendo barulho”. “Claro que não gostam do acordo. E não ficarão felizes com nenhum acordo, mas terão que entender que um Irã sentindo-se mais seguro é algo que beneficia toda a região”, diz a pesquisadora.
Questões em aberto
Ainda há dúvidas sobre como será a implementação do acordo. Será algo passível de execução a longo prazo? Quem cedeu mais?
Para Jonathan Marcus, especialista em Diplomacia da BBC, houve concessões dos dois lados. “Os EUA e seus aliados queriam uma retração total do programa nuclear iraniano e uma interrupção de todo o enriquecimento de urânio. E isso é o que Israel ainda prefere. Mas simplesmente não haveria acordo nessas condições”, afirma.
“E o Irã cedeu terreno ao aceitar um nível de inspeção que só perde para o de países derrotados em guerras. O país está aceitando restrições em sua atividade nuclear por um período significativo”, completa o analista.
E ainda há vários aspectos desse complexo acordo que podem trazem problemas – trata-se de um processo, não uma ação única, lembra Marcus.
“Como o regime de inspeção e verificação funcionará na prática? O acesso de inspetores internacionais a instalações militares será suficiente?”, questiona o correspondente.
Fonte: BBC Brasil

AGORA SIM PEDÓFILO SEM SAÍDA PARABÉNS AO SENADO

Senado aprova projeto que pune pedofilia praticada na internet

Imagem: DivulgaçãoPara combater a pedofilia, o plenário do Senado aprovou na terça-feira (14) um projeto que tem como objetivo facilitar a punição de crimes sexuais praticados contra crianças e adolescentes praticados pela internet. A matéria segue agora para análise da Câmara dos Deputados.
A proposta estabelece que provedores de internet e empresas de telecomunicações situados no Brasil devem armazenar os dados de seus usuários por pelo menos três anos. Já operadoras de redes sociais ficam obrigadas a manter essas informações por seis meses.
O projeto teve origem na CPI da Pedofilia, de 2008, e surgiu da necessidade de assegurar não só a armazenagem desses dados como o acesso rápido a informações de quem praticar esse tipo de crime. Por isso, a proposta também estipulou prazos para que os provedores respondam aos requerimentos de investigação, que pode ser de duas horas, se houver risco iminente à vida, ou de até três dias em casos menos graves.
Fonte: Correio Braziliense

A PRESIDENTA DILMA COM OS DIAS CONTADOS PARA CAIR

Cunha discute impeachment de Dilma com Gilmar Mendes

Imagem: DivulgaçãoNa última quinta-feira (9), o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), se reuniu com o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes e com o deputado Paulinho da Força (SD-SP), para avaliar o cenários da atual crise política, incluindo um processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.
Segundo o jornal ‘Folha de S. Paulo’, o encontro aconteceu em um café da manhã na residência oficial da Presidência da Câmara e além de falarem de Dilma, discutiram o agravamento da crise no país.
No encontro, os presentes chegaram à conclusão de que um pedido de cassação dificilmente será aprovado no tribunal e fizeram um diagnóstico sobre as dificuldades de abertura de um processo de impedimento na Câmara contra Dilma. A Constituição exige 342 votos a favor para que um pedido do gênero seja aberto.
Ainda, segundo o jornal publicou, Paulinho da Força teria afirmado, conforme relatos, que um processo de impedimento da presidente só iria para frente por meio de um acordo que passasse por quatro pessoas: Cunha, o vice-presidente Michel Temer (PMDB), o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o presidente do PSDB, Aécio Neves (MG).
Um parlamentar disse à reportagem da ‘Folha’ que o clima político para isso só estará “mais maduro” depois que o TCU (Tribunal de Contas da União) julgar as contas de 2014 do governo Dilma. A tendência é que a corte as reprove, o que abriria caminho para o Congresso analisar o caso. O julgamento no TCU estava previsto para a próxima semana, mas a análise foi adiada para agosto.
Fonte: Notícias ao Minuto

Segio Lima Artesanato

 
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