sábado, 25 de abril de 2015

BEBES TAO SENSÍVEIS SENTINDO DORES COMO ADULTOS QUE TRISTE

Bebês sentem dores como os adultos / Pela primeira vez, exames de imagem revelaram que o cérebro dos bebês reage de forma semelhante ao dos adultos quando exposto a estímulos dolorosos

 - Atualizado em 25/04/2015 às 10:54


Recém-nascidos sentem dor assim como adultos. Antes, acreditava-se que os pequenos fossem mais resistentes.(VEJA.com/VEJA)
Os recém-nascidos podem sentir dor como os adultos. É o que revela um novo estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido. Pela primeira vez, cientistas utilizaram o exame de ressonância magnética para mapear o cérebro dos pequenos e entender como eles reagem a estímulos dolorosos.
O novo estudo foi realizado com dez bebês, que tinham entre um e seis dias de vida, e dez adultos saudáveis, com idades entre 23 e 36 anos. Durante os exames, os pesquisadores utilizaram uma espécie de objeto pontiagudo para cutucar a parte inferior dos pés dos bebês, criando uma sensação parecida como a de ser "espetado por um lápis". Os adultos também foram submetidos aos mesmos estímulos. A comparação das imagens mostrou que 18 das 20 regiões cerebrais ativas com a sensação de dor nos adultos também estavam 'acesas' nos bebês.O circuito do dor está associado à região cerebral do tálamo.
Os resultados mostraram ainda que o limiar de dor dos bebês é mais baixo que o dos adultos. Entende-se como limiar de dor o estímulo mínimo necessário para gerar um impulso nervoso. Ou seja, eles sentem a dor mais rapidamente do que os adultos. No estudo, os pequenos já reagiam com uma "espetada fraca", em comparação com a mesma resposta quatro vezes mais forte nos voluntários mais velhos.
"No futuro, esperamos desenvolver sistemas semelhantes para detalhar a reação dos bebês à dor. Com isso, será possível testar diferentes tratamentos de alívio e ver o que seria mais eficaz para esta população que ainda não consegue se expressar", disse Rebeccah Slater, do departamento de pediatria da Universidade de Oxford, e autora principal do estudo.
Até a década de 1980, era comum que, durante uma cirurgia de alta complexidade, os bebês recebessem apenas bloqueadores neuromusculares, mas não medicamentos para a dor - já que não se sabia do potencial da dor. No ano passado, um estudo publicado no jornal americano eLife feito em uma UTI neonatal mostrou que os bebês eram submetidos, em média, a onze procedimentos dolorosos por dia e que 60% deles não recebia nenhum tipo de medicamento para amenizar a dor.
(Da redação) fonte veja 


sexta-feira, 24 de abril de 2015

UMA DUZIA DE LADROES NÃO PODE ACABAR COM UMA EMPRESA BRASILEIRA QUE E ORGULHO DOS BRASILEIROS

Balanço da Petrobras não é suficiente para tranquilizar investidores

A divulgação dos resultados da Petrobras apontou um prejuízo de mais de R$ 6 bilhões ligados à corrupção
A divulgação dos resultados da Petrobras apontou um prejuízo de mais de R$ 6 bilhões ligados à corrupção
Os números, apresentados com cinco meses de atraso, apontam que a empresa acumulou R$ 21,6 bilhões de prejuízos em 2014. Essa seria a primeira vez que a Petrobras registra perdas anuais desde 1991. Mas o dado que mais chama a atenção é que, desse valor, R$ 6,2 bilhões são ligados ao esquema de corrupção envolvendo a estatal.
Para Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infra Estrutura, “esses números dão uma certa tranquilidade, pois foram mais ou menos os que o mercado já imaginava. Mas os resultados também provocam uma certa preocupação, pois eles mostram de maneira transparente que a Petrobras foi destruída nos últimos anos”.
Após a divulgação, o governo declarou que o balanço refletia a “superação” da companhia após sucessivas denúncias de irregularidades envolvendo a Petrobras e reveladas pela Operação Lava Jato. No entanto, para Alex Agostini, economista-chefe da agência classificadora de riscosAustin Rating, esse resultado não é suficiente para tranquilizar os mercados. “Esse balanço não diz muita coisa, já que mais da metade do que é reconhecido de prejuízo ainda não foi explicado e não se sabe de onde saiu essa perda de ativos. Então fica evidente que houve um erro muito grave de gestão”.
Para Agostini, isso pode ter um impacto negativo não apenas para a gigante do petróleo. “Do ponto de vista econômico, fica manchada a imagem de um ícone do setor aos olhos da população brasileira, mas também dos investidores. Isso levanta a dúvida se as demais empresas que têm participação do mercado e uma grande fatia do governo como acionista vão receber novos investimentos, pois não se sabe quais são as práticas de gestão dessas empresas. Resultado : o país perde por causa de uma queda nos níveis de investimentos provocada por essa perda de credibilidade”.
Desafios para a Petrobras
De acordo com o diretor do Centro Brasileiro de Infra Estrutura, “o grande desafio para o governo agora é conseguir que a empresa volte a ter lucro e que reconquiste a confiança do mercado”, já que a Petrobras “registrou a maior dívida de uma petroleira do mundo”. E, para isso, a lista de desafios é longa. Pires aconselha que a estatal reavalie a sua política de controle dos preços da gasolina e do diesel e venda ativos. Para ele, a obrigatoriedade de que gigante do petróleo detenha pelo menos 30% dos blocos do pré-sal também deve ser revista. “Mas o principal desafio é saber se esse governo que tem hoje a missão de reconstruir a Petrobras tem capacidade de fazê-lo”, finaliza o economista.
Fonte: RFI

ROUBOU NO BRASIL TEM QUE PAGAR NO BRASIL PARABÉNS AO GOVERNO ITALIANO

Governo italiano autoriza extradição de Pizzolato para o Brasil

A partir desta sexta-feira, Brasil tem 15 dias para ir buscar ex-diretor do Banco do Brasil e levá-lo à Penitenciária de Papuda
A partir desta sexta-feira, Brasil tem 15 dias para ir buscar ex-diretor do Banco do Brasil e levá-lo à Penitenciária de Papuda
O ministro da Justiça da Itália, Andrea Orlando, deu parecer favorável na manhã desta sexta-feira (24) ao pedido de extradição do governo brasileiro do ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, condenado no processo do mensalão. A partir de hoje, a Justiça do Brasil tem 15 dias para ir buscar Pizzolato e levá-lo à Penitenciária de Papuda, em Brasília.
No último dia 11, o Ministério da Justiça do Brasil informou que, em reunião, foi finalizado o texto da correspondência que seria encaminhado ao governo da Itália, contendo os compromissos do Estado brasileiro em relação à extradição de Henrique Pizzolato.
No entanto, não foram divulgados detalhes sobre o texto que foi fechado. A reunião ocorreu na sede do Ministério, em Brasília. Segundo o órgão, participaram do encontro o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo; o procurador-Geral da República, Rodrigo Janot; e o embaixador Carlos Alberto Simas Magalhães, sub-secretário geral das Comunidades Brasileiras no Exterior.
Em fevereiro deste ano, o governo brasileiro havia informado que a expectativa era que a extradição do ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil ocorresse até abril. Ele foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento do mensalão a 12 anos e 7 meses de prisão. Ele cometeu os crimes de corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro, segundo o STF.
Pizzolato fugiu em 2013 do Brasil com um passaporte italiano falso no nome do irmão, Celso, morto em 1978. A defesa de Pizzolato usou como argumento o caso do ativista italiano Cesare Battisti, que teve o pedido de extradição para a Itália negado pelo Brasil. A defesa do ex-diretor do BB apelou para o princípio da reciprocidade, em que a Itália deveria tomar a mesma decisão tomada pelo Brasil. Mas o pedido foi negado.
O ex-diretor do BB foi preso em Maranello, no Norte da Itália, em 5 de fevereiro do ano passado. Cidadão italiano, ele ficou preso durante todo o processo no presídio Sant’Anna di Modena, na cidade italiana de Modena, conhecida na Itália como “prisão de ouro”, por conta dos altos custos envolvidos em sua construção, na década de 1980. Pizzolato foi solto no fim de outubro passado, após a decisão da Corte de Apelação de Bolonha.
Fonte: O Globo

quarta-feira, 22 de abril de 2015

A JUSTIÇA NÃO PODE DEIXAR ISSO ACONTECER TODOS SÃO IGUAL PERANTE A LEI

No cárcere presos do petrolão pedem melhorias e comida importada

Imagem: DivulgaçãoA rotina no cárcere tem tido efeito diferente sobre os réus da Lava Jato. Segundo matéria publicada no site da ‘Folha’ João Vaccari Neto, por exemplo, quase não fala. Quem acompanha sua rotina o descreve como uma pessoa “fria”. Já o ex-diretor de abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, apresentou um perfil oposto.
A matéria o classificou como emocional, tanto que foi “diagnosticado” pelos agentes com a Síndrome de Estocolmo, transtorno mental no qual alguém submetido a certo grau de privação ou intimidação se afeiçoa pelo algoz. Tanto que, ao deixar a custódia, após fechar delação premiada, Costa abraçou policiais e soltou, com lágrimas nos olhos, um “obrigado por tudo”.
Passado o choque da detenção, executivos de empreiteiras envolvidas no esquema usaram o tempo para projetar melhorias. Não puderam tocar a obra, mas há relatos de que a água quente passou a beneficiar todos os presos.
Um gaiato chegou a chamar o projeto de “Minha Cela, Minha Vida”, numa alusão irônica ao programa habitacional da presidente Dilma para pessoas de baixa renda.
A publicação da ‘Folha’ afirma que os figurões fizeram encomenda de luxo ao se deparar com cobertores de lã que dão alergia. Dias depois, conjuntos de edredons e roupas de cama foram entregues. No delivery, havia também uma cesta de uvas, chocolates suíços e água Perrier. A comida entrou, mas sob a promessa de que a regalia não seria repetida. Já os edredons da marca MMartan foram devolvidos.
“Bullying”, malhação e leitura
Os presos só desistiram do “bullying” contra o ex-deputado André Vargas, um dos novatos no cárcere, porque um policial ameaçou os algemar. É que os detentos tramavam recepciona-lo com o punho cerrado para o alto. Gesto feito por ele às costas do então relator do julgamento do mensalão, Joaquim Barbosa.
Como os dias demoram a passar na cadeia, os presos da Lava Jato resolveram ampliar a biblioteca e fazer rodízio de livros. Como o doleiro Alberto Youssef, que já leu cinco livros por semana.
Já Sérgio Mendes, executivo da Mendes Júnior, se transformou numa espécie de “personal trainer” dos colegas, colocando-os para se exercitar. Coincidência ou não, o estado de saúde dos demais presos melhorou.
Fonte: Folha

QUE A JUSTIÇA SEJA FEITA COM OS OUTROS TAMBÉM

Justiça condena ex-diretor da Petrobras a sete anos de prisão pela Lava Jato

Imagem: Antonio Cruz/Ag. BrasilA Justiça Federal condenou o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro oriundo de desvios de recursos públicos na construção da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), no município de Ipojuca, Pernambuco – emblemático empreendimento da estatal petrolífera alvo da Operação Lava Jato.
Paulo Roberto Costa, primeiro delator da Lava Jato, não recebeu perdão judicial e pegou 7 anos de 6 meses de reclusão. Deste total, serão descontados os períodos em que ficou preso na PF e em regime domiciliar, que cumpre desde outubro de 2014, com tornozeleira eletrônica.
Além de Costa, foram condenados o doleiro Alberto Youssef, peça central da Lava Jato, e outros seis investigados, entre eles o empresário Márcio Bonilho, do Grupo Sanko Sider. Delator da Lava Jato, Paulo Roberto Costa está em prisão domiciliar desde outubro de 2014. Em seus depoimentos, ele escancarou o esquema de corrupção na Petrobras e revelou o envolvimento de deputados, senadores e governadores no recebimento de dinheiro ilícito.
Segundo a denúncia, houve desvios de dinheiro público na construção da Refinaria, por meio de pagamento de contratos superfaturados a empresas que prestaram serviços direta ou indiretamente à Petrobras, entre 2009 e 2014. A obra, orçada inicialmente em R$ 2,5 bilhões, teria alcançado atualmente o valor global superior a R$ 20 bilhões.
Costa pediu perdão judicial pela colaboração que prestou, mas o juiz Sérgio Moro, que conduz as ações da Lava Jato, não concedeu o benefício.
“A pena privativa de liberdade de Paulo Roberto Costa fica limitada ao período já servido em prisão cautelar, com recolhimento no cárcere da Polícia Federal, de 20 de março de 2014 a 18 de maio de 2014 e de 11 de junho de 2014 a 30 de setembro de 2014, devendo cumprir ainda um ano de prisão domiciliar, com tornozeleira eletrônica, a partir de 1º de outubro de 2014 e mais um ano contados de 1º de outubro de 2015, desta feita de prisão com recolhimento domiciliar nos finais de semana e durante a noite”, decretou o juiz.
“Embora o acordo fale em prisão em regime semiaberto a partir de 1º de outubro de 2015, reputo mais apropriado o recolhimento noturno e no final de semana com tornozeleira eletrônica por questões de segurança decorrentes da colaboração e da dificuldade que surgiria em proteger o condenado durante o recolhimento em estabelecimento penal semiaberto”, impõe a sentença.
A partir de 1º de outubro de 2016, Costa irá para o regime aberto pelo restante da pena a cumprir, “em condições a serem oportunamente fixadas e sensíveis às questões de segurança”.
Fonte: BOL

ESCRAVIDÃO ISSO E ABSURDO NÃO DEVERIA TER EM LUGAR NENHUM

Agência chinesa seria responsável pelo envio de ‘escravos’ ao Brasil

operação do Ministério do Trabalho em lanchonetes e pastelarias buscou indícios de trabalho escravo
Operação do Ministério do Trabalho em lanchonetes e pastelarias buscou e achou indícios de trabalho escravo
Auditores do Ministério do Trabalho que investigam o suposto uso de trabalho escravo de chineses em pastelarias do Rio de Janeiro apuraram que uma agência na província de Guangdong, no sul da China, seria responsável pelo envio dos profissionais ao Brasil. Segundo a auditora Márcia Albernaz, a agência é ligada a uma espécie de máfia baseada na comunidade chinesa no Brasil, que atuaria especialmente em São Paulo.
Desde 2014, seis chineses foram encontrados em situação análoga à escravidão no Rio. Na semana passada, uma operação em lanchonetes buscou indícios de trabalho escravo. Levou alguns chineses para prestar depoimento, com ajuda de tradução.
As informações sobre a agência de Guangdong e seu modo de operação constam do depoimento de Tangzi Jan, de 21 anos, considerado “esclarecedor” pelos auditores. Ele contou que está no Brasil há três anos – dois foram em São Paulo. Seu passaporte foi mandado para a China e está com os pais. Não “precisa” do documento (de posse obrigatória para estrangeiros no País), disseram-lhe. Veio após ser convidado por um “amigo”, que seria filho do dono de uma pastelaria em São Paulo. Para vir para o Brasil, Jan procurou a agência, no sul do país. O serviço era anunciado por meio de uma placa.
Após o pagamento, a empresa teria se encarregado dos custos da viagens e dos trâmites para que Jan chegasse a São Paulo. O rapaz admitiu que atualmente não recebe holerite e vive com o chefe, mas tem a chave do local. Sua situação atual não foi considerada análoga à escravidão pelos auditores do Ministério do Trabalho. Suspeita, porém, que ele tenha sido submetido a regime de trabalho escravo quando estava em São Paulo. Atualmente, trabalha em Vila Isabel, bairro da zona norte da capital fluminense.
No mesmo dia em que a lanchonete onde Jan trabalha foi fiscalizada, dois chineses foram flagrados em situação análoga à escravidão em uma pastelaria no Centro do Rio. Eles viviam no próprio  estabelecimento, em más condições de higiene e salubridade, e não tinham documentos. Duas carteiras de trabalho foram expedidas em caráter imediato para ambos. O empregador se comprometeu a pagar R$ 33 mil para cada em dívidas trabalhistas.
À auditora, um desses trabalhadores, Mai Jiam Bo, de 23 anos, admitiu em depoimento que fica com apenas R$ 300 de um salário de R$ 1,5 mil. O resto é enviado diretamente, pelo patrão, para os pais do jovem, na China. Ele também veio da província de Guangdong.
Márcia Albernaz ressalta que as ações estão no início e acredita que o apoio dos trabalhadores brasileiros dessas lanchonetes, como ocorreu na fiscalização da última sexta-feira, pode aumentar o número de denúncias. Ela espera “robustecer as provas” e entregar um relatório ao Departamento de Erradicação do Trabalho Escravo, que fica em Brasília e é subordinado à Secretaria de Inspeção ao Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego.
“Começou a se fazer aqui no Rio o que foi feito em São Paulo com os imigrantes bolivianos”, observa a auditora.
Fonte: Estadão

Segio Lima Artesanato

 
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