sexta-feira, 10 de abril de 2015

O GOVERNO DILMA ESTA PERDIDO TUDO QUE FALOU PARA SER REELEITA ESTA FAZENDO CONTRARIO

Cem dias sem rumo: o trágico segundo mandato de Dilma

Governo Dilma atinge a simbólica marca no momento em que se perde em crises simultâneas. E não há indícios de que se recuperará no curto prazo
Governo Dilma atinge a simbólica marca no momento em que se perde em crises simultâneas. E não há indícios de que se recuperará no curto prazo
Em 1º de janeiro deste ano, ao tomar posse diante do Congresso Nacional, a presidente Dilma Rousseff prometeu: “Dedicarei obstinadamente todos os meus esforços para levar o Brasil a iniciar um novo ciclo histórico de mudanças, de oportunidades e de prosperidade, alicerçado no fortalecimento de uma política econômica estável, sólida, intolerante com a inflação, e que nos leve a retomar uma fase de crescimento robusto e sustentável, com mais qualidade nos serviços públicos”. Passados exatos cem dias deste então, fica cada vez mais claro que Dilma não tinha razões para tanto otimismo. Quando a apertada vitória da petista se confirmou em outubro passado, reportagem do site de ‘Veja’ apontava a tempestade perfeita que cercava o segundo mandato da presidente. Já estavam dados os ingredientes da crise: o escândalo do petrolão atingia em cheio o governo e o PT, a economia encolhia enquanto a inflação aumentava. De janeiro até aqui, a fracassada articulação política de Dilma somou a este grave cenário uma rebelião da base aliada no Congresso – e azedou ainda mais a relação da presidente com o próprio partido e seu antecessor e criador, o ex-presidente Lula.
Hoje o país acumula inflação de 8,13% em 12 meses (a maior desde dezembro de 2003) e previsão de retração econômica de 1% em 2015, segundo estimativas do mercado. Em cem dias – e por sua própria responsabilidade – o governo Dilma foi arrastado para uma perigosa espiral: a crise econômica e os escândalos de corrupção erodem a popularidade da presidente (62% dos brasileiros reprovam seu governo, segundo pesquisa Datafolha), cada vez mais refém de uma base fragmentada no Congresso – o que dificulta a aprovação de projetos caros ao Planalto. Diante desse quadro, o governo fica impedido de apresentar uma resposta que ajude a reerguer a popularidade de Dilma. Irritado com as tentativas do Planalto de reduzir a participação do partido no governo, o PMDB age hoje quase como uma sigla de oposição. E mais: tornou o Executivo de tal forma dependente do Congresso que o presidencialismo brasileiro já se assemelha a uma forma bastarda de parlamentarismo. Nem dentro do próprio partido Dilma encontra refresco: contrário às medidas de ajuste fiscal adotadas pelo governo, o PT tem dado tanto trabalho ao Planalto no Congresso quanto os opositores. Tendo seu grupo inicialmente alijado do núcleo duro do governo, Lula não poupa a pupila de críticas públicas. O ex-presidente teme que um eventual fracasso da gestão Dilma interfira em seus planos de retornar ao poder em 2018.
É fato que o primeiro mandato de Dilma também incluiu momentos de turbulência. Em 2013, por exemplo, os protestos encurralaram o governo e derrubaram a popularidade da presidente. Naquela ocasião, entretanto, os atos não possuíam uma pauta única e o governo conseguiu se apropriar parcialmente das bandeiras apresentadas. Já os manifestantes que tomaram as ruas em 15 de março deste ano e se preparam para fazê-lo novamente no próximo domingo têm como foco a oposição ao governo e ao Partido dos Trabalhadores. É um dos muitos sinais de que as coisas mudaram.
As trapalhadas na articulação política e a postura inflexível da presidente ajudaram a desgastar no Congresso uma base que já havia saído das urnas enfraquecida na comparação com 2010. É assim, sem apoio expressivo nem nas ruas nem no Congresso, que a impopular e nada carismática Dilma Rousseff chega ao centésimo dia de governo. Até aqui, os poucos acertos do governo na reação do governo à crise surgiram apenas quando Dilma e o PT abriram mão de parte do seu poder. Dilma terceirizou a gestão da economia a Joaquim Levy, cujas ideias divergem radicalmente daquelas defendidas pelo PT, e atribuiu ao vice-presidente Michel Temer, do PMDB, a articulação política.
O deputado Paulo Teixeira (PT-SP) acredita que o pior já passou. “Dentro desse momento difícil, As coisas estão se arrumando para ela conseguir os resultados no médio prazo. O mês de fevereiro foi muito difícil, o de março também, mas menos. A tendência é melhorar”. Já Onyx Lorenzoni (DEM-RS) faz um diagnóstico implacável: “O segundo governo Dilma vai ser o governo das crises. Ela vai ficar um fantasma no Planalto até o fim do mandato”.
Campanha x realidade – Antes mesmo de a presidente reassumir o cargo, já estavam claras para os brasileiros as mentiras de que o PT fez uso para se manter no poder. Depois de acusar seus adversários Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB) de agir em conluio com os banqueiros, por exemplo, Dilma convidou o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, para assumir o Ministério da Fazenda. Ouviu “não” como resposta e indicou, então, a Levy, um economista ortodoxo e alinhado ao pensamento do tucano Armínio Fraga.
A crise econômica e orçamentária, motivada em grande parte pelo populismo fiscal do primeiro governo Dilma, agora força o Executivo a abandonar promessas de campanha, como a de que os direitos trabalhistas eram intocáveis e a taxa de juros não seria usada para segurar a inflação. Paradoxalmente, a solução encontrada pelo governo distanciou a presidente da República das bases mais tradicionais do petismo, como sindicatos e movimentos sociais. A Central Única dos Trabalhadores, principal braço do PT, tem ido às ruas com bandeiras que, se passam pelo apoio ao governo contra o “golpismo”, também incluem críticas diretas ao ajuste fiscal.
Reação
O Executivo ainda tem armas de sobra para articular uma reação. A principal delas é a chave do cofre da União, que costuma ser usado para cooptar tanto os movimentos sociais quanto partidos políticos. Mas até esse recurso é limitado. O corte orçamentário que deve ser anunciado em breve deve atingir ainda mais a já reduzida capacidade de investimento do governo e, assim, dificultar uma reação do Executivo.
A presidente chega aos cem dias de governo sem recursos para investir, com uma base aliada enfraquecida, um escândalo gigantesco de corrupção à porta, a popularidade em níveis abissais e sob a desconfiança do próprio PT. É possível que o cenário melhore no médio prazo. Mas o mais provável é que, para fazer isso, Dilma tenha de ser cada vez menos dona do próprio governo.
Fonte: Veja

ISSO E ABSURDO MAS MUITOS NÃO VÊ OUTRO JEITO

Juros do cartão de crédito atingem 290,43% ao ano

A taxa média dos juros do cartão de crédito atingiu 290,43% ao ano, segundo pesquisa divulgada nesta quinta-feira (9) pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac)
A taxa média dos juros do cartão de crédito atingiu 290,43% ao ano, segundo pesquisa divulgada nesta quinta-feira (9) pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac)
A taxa média dos juros do cartão de crédito atingiu 290,43% ao ano, segundo pesquisa divulgada hoje (9) pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). O percentual reflete o aumento das taxas, que, em fevereiro, eram 11,67% ao mês e subiram para 12,02% em março. Em fevereiro, a taxa média do cartão de crédito era 276,04% ao ano.
Os juros do cartão de crédito acompanharam as outras cinco modalidades pesquisadas pela associação. Elas também tiveram aumento de fevereiro para março. A taxa média para pessoa física subiu 0,11 ponto percentual, alcançando 6,6% ao mês (115,32% ao ano). Para pessoa jurídica, a taxa média subiu 0,16 ponto percentual, chegando a 3,73% ao mês em março (55,19% ao ano).
A Anefac atribui a alta dos juros ao cenário econômico adverso desde 2014, que aumenta a projeção de inadimplência a partir do crescimento da inflação e desemprego.
“As expectativas para 2015 são igualmente negativas, o que leva as instituições financeiras a aumentarem suas taxas de juros para compensar prováveis perdas com a elevação da inadimplência”, ressaltou o diretor executivo de Estudos e Pesquisas Econômicas da Anefac, Miguel José Ribeiro de Oliveira.
Fonte: Agência Brasil

quarta-feira, 8 de abril de 2015

EDUARDO CUNHA ESTA CERTO NÃO E O POVO, E O PT QUE ESTA FAZENDO ESTA BAGUNÇA

Fotos: Cunha diz ter imagens de deputados incitando protesto

Presidente da Câmara diz que deputados serão representados e podem ser punidos; os nomes não foram divulgados
Presidente da Câmara diz que deputados serão representados e podem ser punidos; os nomes não foram divulgados
O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) disse que tem vídeos e fotos, feitos por seguranças da Casa, de parlamentares incitando manifestantes a invadir e agredir durante a manifestação realizada nesta terça-feira (7) no Congresso contra a votação do projeto que regulamenta a terceirização. Segundo Cunha, os parlamentares serão representados por ele à Corregedoria Geral da Câmara e poderão ser punidos com a pena de suspensão. (Veja fotos da manifestação abaixo)
“Parlamentares que incitaram multidões a invadir ou agredir e foram devidamente filmados e fotografados, serão representados à corregedoria e haverá sanções. Porque um parlamentar não pode estimular atos dessa natureza, certamente vamos remeter à corregedoria, que vai promover a sanção devida contra cada parlamentar que agiu quebrando o decoro”, disse Cunha.
Indagado sobre os nomes dos parlamentares, Cunha disse que não poderia dizer quem são neste momento:
“Não (tem os nomes), mas que vai ter sanção de suspensão, vai. Eu tenho o filme do Lincoln sendo atingido também, a segurança tem filmado. Não posso dizer nomes, vou dizer depois e esses vamos mandar para a corregedoria”.
O presidente defendeu a votação do projeto como forma de resposta do Congresso às manifestações violentas realizadas no dia de hoje.
“Da minha parte, quanto mais agride, mais vontade de votar. Cada vez que há uma pressão dessa, exercida de forma indevida, o Congresso tem que responder votando. Nós temos que ter o direito de exercer nossa representação. O povo nos colocou aqui. Protestos são legítimos, agora, quando parte para agressão, depredação e o baixo nível que imperou hoje, o Congresso tem que reagir”, defendeu Cunha.
O presidente disse que vai colocar em votação a apreciação da matéria em regime de urgência e que, se possível começará a votar o mérito ainda nesta quarta-feira (8). Cunha repetiu que não aceita retirar de pauta, como apelou o líder do governo, José Guimarães (PT-CE), e que se quiserem adiar a votação, terão que aprovar isso no plenário. Cunha disse ainda que como parte dos deputados é contrária, sabe que a votação poderá se arrastar.
“O apelo (para adiar) tem que se materializar em requerimento e ser aprovado em plenário. Não tiro de ofício. Que ganhem em plenário. Acham que tem pouco tempo? Tem 11 anos que debatemos e anunciei há 45 dias que ia votar. Só na hora que a gente pauta, é que buscam o acordo. Vamos para o voto”, disse Cunha, acrescentando que pessoalmente é a favor do projeto, mas que não pode votar por ser presidente.
O presidente da Câmara fez questão de dizer que as mudanças solicitadas pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, foram feitas ao texto e que “não há possibilidade de provocar perdas para União”. Eduardo Cunha criticou também a Central Única dos Trabalhadores.
“Vi o projeto, não todo, mas dos 23 artigos que vi, 19 protegem direitos do trabalhadores. Não são as centrais (que estão contra), quatro vieram a mim e estão a favor. Só uma é contra o ponto cerne do projeto, a CUT. E é ele que está promovendo a manifestação que depredou a Casa”.
Fonte: Veja 

JUIZ SERGIO MORO OS BRASILEIROS TEM ORGULHO DO SENHOR .

Moro defende que chefe do Clube do Bilhão permaneça preso

Imagem: Divulgação
Juiz Moro (à esq.) reagiu a ação do ministro que concedeu habeas corpus em favor do empresário. Ricardo Pessoa (à dir.), está preso há três meses e tenta acordo de delação premiada com a Justiça para revelar o que sabe sobre o escândalo da Petrobras
O juiz Sergio Moro, que é responsável por julgar os processos da Operação Lava Jato na 1ª instância, defendeu nesta terça-feira (7) que o empresário Ricardo Pessoa, apontado como o chefe do Clube do Bilhão, permaneça preso para evitar que o grupo criminoso continue a praticar fraudes em contratos com a Petrobras ou mantenha o esquema de distribuição de propina a políticos. A manifestação de Moro foi uma resposta ao ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator de um pedido de habeas corpus em favor de Pessoa, que é sócio-controlador da UTC.
Pessoa negocia um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal e a Polícia Federal, em troca de eventual punição mais branda da Justiça. É a esperança dos investigadores para que seja agilizada a coleta de provas sobre as entranhas do petrolão, como foi batizado o esquema de corrupção na Petrobras.
Como revelou reportagem de ‘Veja’ nesta semana, empreiteiros presos e corruptos ainda não alcançados pela Operação Lava Jato depositam suas últimas esperanças no pedido de habeas corpus de Pessoa. O pedido de liberdade vai ser julgado pela Segunda Turma do STF, formada por cinco ministros: Teori Zavascki, Celso de Mello, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e Dias Toffoli.
Na semana passada, a presidente Dilma Rousseff disse a interlocutores, numa conversa reservada no Palácio do Planalto, que o Supremo Tribunal Federal (STF) começará a libertar os executivos encarcerados na Lava Jato. Se essa previsão se confirmar, a tendência é que os empresários abandonem as negociações com os procuradores, tornando praticamente nula a possibilidade de colaborarem com as apurações.
​Conforme ‘Veja’  revelou, Pessoa disse a pessoas próximas que pagou despesas pessoais do ex-ministro José Dirceu e deu 30 milhões de reais, em 2014, a candidaturas do PT, incluindo a presidencial de Dilma Rousseff – tudo com dinheiro desviado da Petrobras. Pessoa também garantiu ter na memória detalhes da participação dos ministros Jaques Wagner (Defesa) e Edinho Silva (Secretaria de Comunicação Social), tesoureiro da campanha de Dilma em 2014, na coleta de dinheiro para candidatos petistas. “O Edinho está preocupadíssimo”, escreveu num bilhete, em tom de ameaça, ainda no início de sua temporada de cárcere.
Na manifestação enviada ao STF, Moro reiterou a necessidade de manter o empresário preso. “A prisão preventiva mostra-se necessária para interromper a prática habitual e reiterada de pagamentos de propinas a agentes públicos pela UTC Engenharia comandada por Ricardo Ribeiro Pessoa e que, inclusive, estendeu-se pelo ano de 2014 já durante as investigações da Operação Lava Jato”, disse o magistrado, que lembrou que, ao longo das investigações, a empreiteira tentou, por exemplo, corromper subordinados do doleiro Alberto Youssef para que eles não contassem à justiça detalhes do esquema criminoso.
O juiz afirmou ainda que, apesar de Ricardo Pessoa não ser mais dirigente da UTC Engenharia, ele ainda é o acionista majoritário da empreiteira, tendo poder de controle sobre a empresa. Moro também estimou que as mesmas práticas criminosas da empreiteira contra a Petrobras podem estar sendo replicadas em outros órgãos da administração pública. “A UTC Engenharia tem várias obras em andamento com diversas outros entes da Administração Pública federal, estadual e municipal. É provável que o mesmo modus operandi, de pagamento de propinas para obtenção de contratos, esteja sendo adotado em outros contratos da UTC Engenharia com outras entidades públicas”, disse.
Fonte: Veja

terça-feira, 7 de abril de 2015

AI NÃO VALE PRESIDENTE O QUE UM PELADÃO PODE FAZER CONTRA UMA NAÇÃO

Snowden diz que governo dos EUA pode ver fotos de pessoas nuas

Ex-analista da NSA deu entrevista ao comediante inglês John Oliver. Ele descreveu com detalhes como a privacidade das pessoas é violada
Ex-analista da NSA deu entrevista ao comediante inglês John Oliver. Ele descreveu com detalhes como a privacidade das pessoas é violada
Os americanos poderiam resistir à vigilância maciça na internet se acharem que o governo pode ver suas fotos íntimas, sugeriu o comediante inglês John Oliver ao entrevistar o ex-analista refugiado na Rússia, Edward Snowden.
“Este é o limite mais claro para as pessoas: o governo pode ver meu pênis?”, perguntou Oliver, sugerindo que a Agência de Segurança Nacional (NSA) pode ter acesso a e-mails pessoais dos internautas que compartilham fotografias íntimas.
O apresentador de TV conduziu a entrevista com ex-operador da NSA em Moscou para seu programa de domingo “Last Week Tonight”.
Snowden, rindo, acompanhou o espírito da entrevista, descrevendo com detalhes como as autoridades poderiam violar a privacidade das pessoas.
“A boa notícia é que não há um programa chamado ‘dick pic’. A má notícia: ainda sim continuam reunindo informações, incluindo fotos de seu pênis”, respondeu Snowden.
Após os atentados de 11 de setembro de 2001, o presidente dos Estados Unidos George W. Bush assinou o “Patriot Act”, uma lei antiterrorismo cujas implicações foram descobertas recentemente pelos americanos em 2013, após as revelações de Snowden sobre a amplitude da coleta de informações por agências de inteligência.
A lei foi alterada nos anos seguintes, e hoje quase todos os elementos tornaram-se permanente, com a notável exceção do famoso “Artigo 215″. Este artigo que continuará vigente até junho autoriza a NSA a coletar informações sobre os telefones chamados, duração e horário das comunicações, sem registrar o conteúdo.
Fonte: G1

segunda-feira, 6 de abril de 2015

A BANCADA EVANGÉLICA MAIS FORTE NA CAMARÁ DOS DEPUTADOS

Pautas polêmicas avançam na Câmara dos Deputados; saiba mais

Imagem: DivulgaçãoA redução da maioridade penal não é a única pauta polêmica que deve avançar no Congresso Nacional este ano. Com maioria conservadora e o deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na presidência da Câmara dos Deputados, estão em análise na Casa vários projetos como o Estatuto da Família (PL 6583/13), em discussão em comissão especial, que define entidade familiar como o núcleo social formado a partir da união entre um homem e uma mulher e restringe a adoção de crianças apenas a casais heterossexuais.
O projeto é uma das prioridades da Frente Parlamentar Evangélica, composta por 82 deputados e senadores, assim como o Estatuto do Nascituro (PL 478/07), que garante ao feto na barriga da mãe direito à vida, à saúde e a políticas públicas, ou seja, pode barrar qualquer tentativa de se legalizar o aborto.
“Estamos confiantes que o Estatuto da Família será aprovado na comissão especial e irá a plenário ainda este ano. Nossa meta é também aprovar o Estatuto do Nascituro este semestre na CCJ”, conta o deputado federal João Campos (PSDB-GO), presidente da Frente Parlamentar Evangélica e coordenador da Bancada a favor da maior idade penal, pejorativamente denominada “Bancada da Bala”.
A estratégia das bancadas conservadoras é estar presente nas comissões e formar maioria. Na cerimônia de posse de João Campos, mês passado, na presidência da bancada evangélica, ele defendeu que os membros da frente devem participar de comissões estratégicas e que a sua estratégia não era necessariamente presidir alguma comissão.
O que se vê hoje na Câmara é a articulação das bancadas conservadoras, como aconteceu na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) com o projeto que reduz de 18 para 16 anos a maioridade penal, que foi aprovado por 42 votos a favor e 17 contra.
“(…) Os conservadores estão passando como um trator em cima da gente. Formou-se um blocão, que chamo de bancada BBB: da bala, do boi (agronegócio) e da bíblia (evangélicos). Além de ter aumentado o número de representantes, os conservadores estão mais articulados e se ajudam mutuamente nas matérias de interesse deles”, assumiu o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ).
A bancada evangélica domina a Comissão de Segurança Pública com 17 dos 33 membros titulares. Além da redução da maioridade penal, a Frente Parlamentar de Segurança Pública, com mais de duzentos deputados, defende a diminuição de benefícios a detentos, como as visitas íntimas e os saída de Natal, e a revogação do Estatuto do Desarmamento.
Na comissão especial que está sendo criada para discutir o Estatuto do Desarmamento, dos 27 titulares escalados, 16 são da “bancada da bala”. Eles propõe também a redução de 25 para 21 anos a idade mínima para compra de armas, o aumento do número de armamento e munição que cada pessoa pode ter e acabar com testes periódicos para que se possa manter o porte.
Além do projeto de redução da maioridade penal, o grupo já obteve outras vitórias, como a aprovação em plenário do projeto que dificulta a liberdade condicional para crimes hediondos e do que aumenta a pena para os crimes cometidos contra agentes da lei no exercício de sua função. Para este último, deputados da bancada da bala e da bancada evangélica pressionaram, em plenário, pela votação da proposta e se posicionaram em pé, ao lado do presidente da Câmara, durante a maior parte do tempo da discussão.
De acordo com o cientista político e pesquisador da UFRJ Paulo Baía, outros projetos polêmicos vão conseguir maioria nas comissões e poderão ser colocados em votação no plenário, porque a sociedade hoje está mais conservadora e foi ela quem elegeu este Congresso. Além disso, colocar essas questões em pauta faz parte, segundo ele, da estratégia da Casa de agradar a maioria da população para aumentar a legitimidade do Poder Legislativo.
Fonte: O Globo

Segio Lima Artesanato

 
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