segunda-feira, 6 de abril de 2015

E NOTICIA APARECE AQUI ( NÃO TENHO COMENTÁRIO )

Número de brasileiros convertidos ao Islã cresce no Brasil, relata Le Monde

Imagem: DivulgaçãoUma reportagem de página inteira no jornal ‘Le Monde’, deu destaque a situação dos muçulmanos no Brasil.  Com o título “Feliz como um muçulmano no Brasil”, a matéria relata o cotidiano dos praticantes do Islã no país.
O correspondente do jornal visitou a principal mesquita de São Paulo e constatou que 1/3 os frequentadores do local vêm principalmente do Oeste da África. Muitos deles chegaram no país há pouco tempo, atraídos pela promessa de um “Eldorado brasileiro” ou fugindo da violência dos conflitos em sua terra natal. Mas a grande maioria, comenta a reportagem, é composta por brasileiros, e quase metade se converteu recentemente.
O correspondente explica que a religião tem atraído cada vez mais adeptos nos últimos quinze anos. Segundo ele, na mesquita visitada, no bairro paulista do Cambuci, a cada semana entre quatro e seis brasileiros se convertem. A explicação seria, de acordo com o imã Abdelhamid Metwally, entrevistado pela reportagem, “a tolerância formidável que existe no Brasil, onde é possível exprimir sua crença com muita liberdade, o que não é o caso em alguns países da Europa”. Resultado, mesmo que as estatísticas não sejam precisas, estima-se que cerca de um milhão de muçulmanos vivam no Brasil, dos quais entre 30% e 50% seriam convertidos.
O crescimento do número de brasileiros convertidos ao Islã e a ascensão ao topo da hierarquia de entidades muçulmanas, já foi destaque em outros veículos de imprensa.
O Brasil conta com cerca de 40 imãs e muitos deles não falam português.
Segundo a antropóloga Francirosy Ferreira, entrevistada pelo ‘Le Monde’, as conversões ao islamismo são um fenômeno que data dos anos 1920, com a imigração síria, libanesa e palestina. Contudo, a teledramaturgia também foi uma das responsáveis pelo interesse da população pela crença muçulmana. “O lançamento em 2001 na TV Globo da novela ‘O Clone’, que tinha o início de sua intriga situada no Marrocos, suscitou o entusiasmo pelo Islã”, explica a especialista.
Os números também apontam que 70% desses novos adeptos são mulheres, com alto nível de escolaridade, vindas de bairros periféricos, analisa a matéria.
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Fonte: RFI Brasil

sábado, 4 de abril de 2015

A CIÊNCIA EM AÇÃO HOMENS OU MULHERES

Em dilemas morais, homens são mais 'práticos'
Estudo revela que a maior parte dos homens aceitaria ferir ou matar um indivíduo em nome de bem maior, enquanto as mulheres têm aversão a causar o mesmo tipo de mal a qualquer pessoa
04/04/2015 às 08:50 - Atualizado em 04/04/2015 às 08:50








Homens X Mulheres: A pesquisa está de acordo com outros estudos que demonstram que o sexo feminino é mais empático, ou seja, se importa mais com os sentimentos alheios(Thinkstock/VEJA)
Um policial poderia torturar um suspeito de explodir um café para encontrar bombas e salvar a vida de dezenas de pessoas? Se você pudesse voltar no tempo, mataria Hitler quando ele ainda era jovem e impediria a II Guerra Mundial? Frente a essas questões, mulheres tendem a responder "não", enquanto os homens diriam "sim". Pesquisa publicada nesta sexta-feira no periódico Personality and Social Psychology Bulletin por uma equipe internacional de psicólogos, comprova que o sexo masculino é mais "prático" frente a dilemas morais. Os homens estão dispostos a prejudicar uma pessoa em nome de um bem maior. Já o sexo feminino costuma ser contra causar mal a quem quer que seja - seja uma única pessoa ou muitas.
Segundo o estudo, a diferença tem a ver com a resposta emocional ao mal, que varia entre os gêneros. "Mulheres estão mais propensas a ter uma reação visceralmente negativa a causar o mal a um indivíduo, enquanto os homens demonstram menos respostas emocionais a essas ações", explica Rebecca Friesdorf, pesquisadora da Universidade Wilfrid Laurier, no Canadá, e uma das autoras do estudo ao site de VEJA.
Os cientistas afirmam no artigo que essa descoberta não significa que o sexo feminino seja menos racional que o masculino frente a dilemas morais. Ambos apresentam o mesmo grau de racionalidade no momento de avaliar as opções. A variável está na possibilidade de causar ações nocivas aos indivíduos e na capacidade feminina em se colocar no lugar do outro.
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Ações morais - Para verificar as atitudes de homens e mulheres frente a dilemas morais, os cientistas partiram de dois princípios filosóficos que guiam a ética humana. Uma delas é chamada de deontologia, conceito que prevê que uma ação é correta quando está de acordo com as normas morais. A outra é o utilitarismo, que afirma que uma ação é moralmente boa quando traz um bem maior para um grande número de pessoas - mesmo que isso implique decisões em desacordo com normas.
Inicialmente, a equipe de pesquisadores fez uma metanálise de 40 estudos com 6 100 participantes que mediam ações utilitárias e deontológicas em homens e mulheres. Em seguida, aplicou a essas respostas métodos estatísticos que mostraram que, na maior parte dos casos, o sexo masculino têm atitudes utilitárias, enquanto o feminino tende a respostas deontológicas.
Empatia - Os resultados da pesquisa estão de acordo com estudos dos últimos anos que demonstram que as mulheres são mais empáticas, ou seja, se importam mais com os sentimentos alheios que os homens. Elas teriam mais capacidade de se colocar no lugar do outro e sentir como ele. Por isso, têm aversão a causar mal a outras pessoas.
"Nossos resultados oferecem uma compreensão melhor de o que as diferenças de gênero em relação a dilemas morais podem significar. Eles sugerem que homens têm uma resposta emocional menor em relação às vítimas que as mulheres", disse Rebecca.

 fonte veja 

A CIÊNCIA FAZENDO PARTE DA HISTORIA DO MUNDO

Devagar se vai longe — só que não
Há uma forte correlação entre ritmo de vida e saúde econômica: países ricos miram no longo prazo, perseguem metas e andam depressa
Por: Marcella Centofanti e Daniel Jelin04/04/2015 às 12:45 - Atualizado em 04/04/2015 às 12:45






De olho no relógio: a atitude de uma pessoa em relação ao tempo é em grande parte fruto do aprendizado(Andy Rain/EFE/VEJA)
Existe uma forte correlação entre percepção temporal, ritmo de vida e saúde econômica. Nos países ricos, a vida tende a ser acelerada, as pessoas costumam olhar além do aqui-agora e sabem perseguir metas. Ao contrário, nos países pobres, a vida é mais arrastada, a preferência é pelo presente, e objetivos distantes são negligenciados.
Em mais de trinta anos de pesquisas, os psicólogos americanos Philip Zimbardo e John Boyd tentaram entender as diferentes atitudes das pessoas em relação ao tempo e seu profundo impacto na sociedade. Para a dupla, as pessoas podem ser classificadas em três categorias: orientadas para o passado, presente ou futuro. Diversos fatores influem nessa orientação: religião, escolaridade, cultura, estabilidade socioeconômica, geografia e até o clima.
Pessoas focadas no passado tendem a remoer memórias, boas ou más. São ligadas às tradições familiares e frequentemente se entregam a fantasias sobre um passado idealizado. Abominam mudanças - a não ser que sejam para voltar no tempo. Sociedades voltadas para o passado costumam ser marcadas por um trauma passado, o que eleva a propensão à vingança e à violência e reduz a disposição para a conciliação. Convivem com baixo desenvolvimento econômico e tendem a ter maioria muçulmana ou católica.
Já os indivíduos focados no presente têm tendência a serem impulsivos, espontâneos, amigáveis, sensuais, aventureiros e altruístas. Negativamente, são indisciplinados, impontuais, têm comportamento sexual de risco, usam mais drogas e álcool e são menos cuidadosos com a saúde. Morar próximo à linha do Equador, viver em um país de maioria católica e com política e economia instáveis são fatores que predispõem à orientação para o presente.
Por fim, pessoas focadas no futuro tendem a ser mais bem-sucedidas na escola e no trabalho, comer bem, exercitar-se e fazer check-ups médicos. Torram menos dinheiro com bobagem, fazem economias e planejam a aposentadoria. Negativamente, trabalham demais, divertem-se de menos e são pouco altruístas. Fatores que influenciam a orientação no futuro são morar em região de clima temperado, ter família e governo estáveis, ser protestante ou judeu e ter alta escolaridade.
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Tempo e confiança - Para além dos fatores de ordem pessoal, os pesquisadores destacam a impacto das variáveis políticas e econômicas sobre a orientação temporal. "Quanto menos as pessoas confiam nas promessas do governo, das instituições e das famílias, mais elas evitam o futuro e focam no presente, criando um mundo de sim e não, branco e preto, em vez de um mundo de contingências e probabilidades", dizem os psicólogos no livro O Paradoxo do Tempo, lançado em 2009 no Brasil. "O desenvolvimento de uma orientação para o futuro requer estabilidade e consistência no presente, ou as pessoas não podem fazer uma estimativa razoável das consequências de suas ações."
Assim, quando a inflação sobe, o PIB cai e o índice de desemprego aumenta, o impacto não é somente no bolso de uma pessoa, mas no seu grau de confiança em relação ao governo. O mesmo critério se aplica às instituições jurídicas e legislativas. A cada vez que um juiz aparece dirigindo o carro que ele mandou apreender de um réu ou que o nome de um deputado surge na lista de acusados de corrupção, o país como um todo anda para trás.
A biologia do imediatismo - Ninguém nasce orientado para o futuro. Biologicamente, o ser humano é imediatista. Os genes programam as células para dar o melhor de si no começo da vida, e empurrar com a barriga o que há de pior. Como resumiu o biólogo inglês William Hamilton, a lógica do organismo é "viver agora, pagar depois". Os espermas e óvulos produzidos na juventude, por exemplo, são de melhor qualidade do que aqueles do meio para o fim da vida fértil.
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Essa lógica faz sentido do ponto de vista evolutivo. Num ambiente repleto de ameaças, não há tempo a perder - por isso, nossos ancestrais caçadores-coletores viviam sob a égide do imediatismo. Com o advento da agricultura, os homens começaram a olhar mais longe e planejar: construir abrigos, confinar animais, armazenar alimentos etc. A perspectiva temporal mudou: em vez de olhar somente para o ciclo noite/dia, o homem passou a observar as fases da lua e as estações do ano. Pensar à frente foi um elemento essencial para nossos antepassados que sobreviveram aos invernos sem comida.
A capacidade de olhar para o futuro é um aprendizado para cada ser humano. Um bebê não está preocupado com a refeição de amanhã, mas com a fome que sente agora. Ele terá de aprender a controlar seus impulsos. No famoso "experimento do marshmallow", o psicólogo Walter Mischel, da Universidade Stanford, testou a habilidade de autocontrole de crianças de quatro anos. A maioria não conseguiu controlar o desejo de gratificação imediata e comeu o doce, enquanto um terço esperou 15 minutos e foi recompensado com duas guloseimas.
Pesquisas com as mesmas crianças anos depois mostraram que aquelas que esperaram tinham mais autoconfiança e lidavam melhor com o stress e a adversidade na vida adulta. Além disso, tiraram notas mais altas no SAT, o vestibular americano, do que as que não controlaram o impulso. Elas começaram a desenvolver, desde cedo, a habilidade de olhar para o futuro.
Brasil em ritmo lento - Por razões culturais profundas, o Brasil está em grande parte orientado para o presente. Nos anos 1970, durante uma temporada em Niterói (RJ), a impontualidade dos brasileiros, o descompromisso e a imprecisão dos relógios desnortearam o psicólogo americano Robert Levine. "Por mais que eu tentasse desacelerar", lembra, "acabava sempre ouvindo um 'Calma, Bobby, calma'." O choque cultural o levou a centrar suas pesquisas nas relações entre cultura e perspectiva temporal.
Levine viajou o mundo e comparou o ritmo de 31 países, com atenção a três variáveis: velocidade do pedestre; agilidade dos Correios; acurácia dos relógios. Ele descreveu o resultado no livro Uma Geografia do tempo: o brasileiro caminha devagar (última posição no ranking), é impreciso na contagem das horas (28º lugar) e perde tempo para comprar um selo (24º lugar). Na média geral, o país ficou em 29º lugar, entre El Salvador e Indonésia. O primeiro lugar é da Suíça.
O psicólogo retornou ao Brasil em 2013 e acredita que o país ainda demonstra uma incrível vocação para relaxar. Desta vez ele foi à Bahia. A bagagem se perdeu no caminho. Até reavê-la, foram três dias - quase o tempo de toda sua estadia. Não passou despercebido ao americano que 'esperar', em português, pode assumir os sentidos de espera, esperança e expectativa ('wait', 'hope' e 'expect').
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Acelerando - Então estamos condenados a viver no dia da marmota? Para John Boyd e Philip Zimbardo, não. "A atitude de uma pessoa em relação ao tempo é em grande parte fruto do aprendizado", dizem. O ritmo da vida e a percepção do tempo na comunidade onde vivemos são internalizados, aceitos e disseminados por nós. Investir em educação é uma maneira de se ensinar uma criança a dar valor ao futuro.
Levine concorda. "A maneira como a pessoa enxerga o tempo reflete o modo como ela encara a vida", diz. Não se trata de perder a espontaneidade - uma qualidade da orientação no presente - e tornar-se um maníaco por controle - um defeito que pode emergir do foco no futuro -, mas de encontrar um meio termo saudável e aprender a mudar de ritmo conforme a necessidade. Levine ressalta que algumas pessoas não separam o ritmo no trabalho dos demais momentos da vida. "Tem gente que precisa se sentir ocupada o tempo todo. No Brasil, notei que as pessoas que trabalhavam em ritmo acelerado podiam adotar um ritmo mais lento de vida ao final do expediente", diz. "A chave é procurar um equilíbrio e tomar controle da situação, para que você não sinta que está abrindo mão de outras coisas da sua vida."
Fonte veja 



quinta-feira, 2 de abril de 2015

A TURMA DO PT ESTÃO CORRENDO POR TODO LADO E NÃO ESTÃO VENDO SAÍDA SÓ A RUÍNA.

Blogs e Colunistas
Se em meu ofício, ou arte severa,/ Vou labutando, na quietude/ Da noite, enquanto, à luz cantante/ De encapelada lua jazem/ Tantos amantes que entre os braços/ As próprias dores vão estreitando —/ Não é por pão, nem por ambição,/ Nem para em palcos de marfim/ Pavonear-me, trocando encantos,/ Mas pelo simples salário pago/ Pelo secreto coração deles. (Dylan Thomas — Tradução de Mário Faustino)
02/04/2015
 às 6:53

LEIAM ABAIXO

— A fúria de Lula tem um motivo: acha que Dilma vai inviabilizar a sua candidatura em 2018. Ele não aceita a evidência: seu tempo acabou!;
— O NOVO BRASIL NOVO QUE AS ESQUERDAS GOSTARIAM DE SUFOCAR. OU: KIM, 19, ESMAGA JEAN WYLLYS, 41;
— A rua acordou. E os petistas, com a sua arrogância de supostos monopolistas do povo, não perceberam. Melhor para o futuro do Brasil!;
— Então Edinho Silva está dizendo que a Secom vai parar de dar dinheiro para os blogs sujos? É mesmo?;
— VERGONHA: Governo Dilma dá calote na OEA para transferir para a Unasur, dos bolivarianos…;
— Ajuste fiscal do governo federal começa a paralisar obras;
— Dilma pode ou não ser investigada? A fala de Marco Aurélio, a questão jurídica e a questão política;
— Independência do BC: 1) É um debate fora de hora; 2) medida não é remédio para todos os males;
— Dilma no Ibope: nem pneumotórax nem tango argentino são alternativas. Ela pode tentar sair do PT. Quem sabe…;
— Balança comercial registra o primeiro superávit do ano em março;
— Retração industrial acumula perdas de 7,1% no primeiro bimestre;
— NÃO É SÓ O PT, NÃO! LULA TAMBÉM ESTÁ MORTO! NOME DO FILME: “ADEUS, LULA!”;
— Eis que surge o verdadeiro coordenador político de Dilma: Joaquim Levy!;
— Janot dirá a Zavascki, de novo!, que Dilma não tem de ser investigada; plenário do Supremo deve se manifestar;
— Homenagem aos 50 anos de jornalismo de Ricardo Setti;
— Votação de projeto sobre indexador da dívida dos Estados é adiada;
— MP vê inconsistência entre contratos e pagamentos feitos à empresa de José Dirceu;
— Para quem não viu…;
— Doleiro diz que propina foi entregue na porta do PT;
— Qual Edinho vai para a Secom? E a trilha que conduz ao subjornalismo do esgoto;
— Antes que seja tarde;
— Maioridade penal só aos 18 anos é mais uma das farsas homicidas dos ditos “progressistas”
Por Reinaldo Azevedo
02/04/2015
 às 6:39

A fúria de Lula tem um motivo: acha que Dilma vai inviabilizar a sua candidatura em 2018. Ele não aceita a evidência: seu tempo acabou!

Folha informa na edição desta quinta que o ex-presidente voltou a reclamar de Dilma Rousseff em conversa com sindicalistas no encontro de terça-feira. Já havia feito o mesmo com dirigentes petistas na segunda. Ele estrila para que ela saiba, não para que não saiba.
O chefão decadente criticou a coordenação política do governo, a cargo de Aloizio Mercadante, no que está certo (é ruim de doer mesmo), mas o fez, não duvidem nunca, por motivos errados. Os sindicalistas, por sua vez, se queixaram da falta de diálogo com o governo, e o Babalorixá de Banânia não se fez de rogado: tornou-se o porta-voz da chiadeira no discurso que fez:
“Dilma, se estiver ouvindo, gostaria de dizer o seguinte. Você precisa lembrar sempre que quem está aqui é o seu parceiro, nos bons e nos maus momentos. A gente não quer ser convidado só para festa, não. A gente quer ser convidado para discutir coisas sérias, para fazer boas lutas e boas brigas.”
As palavras fazem sentido. Prestem atenção ao “se estiver ouvindo”. Poderia ser substituído por sua “teimosa”, “cabeça-dura”, “desobediente”. Lula tem dito por aí que Dilma está isolada no Palácio, que tem de andar mais e se aproximar dos movimentos sociais. Ou por outra: ele quer que ela cole justamente nos setores que pretendem mandar às favas o ajuste fiscal.
Isso é o que Lula diz. E o que ele não diz? O homem quer voltar, sim, e acha que a ainda aliada está obstruindo o seu caminho. Não é só ele. Boa parte da máquina petista e da máquina sindical pensa a mesma coisa. Ou, na expressão de um petista graúdo, conversando com um de seus pares: “Ela [muitos “companheiros” só se referem a Dilma por “ela”] vai conseguir o que a direita não conseguiu; vai quebrar as pernas do PT”.
Lula diz por aí que, no primeiro ano de seu primeiro mandato, viveu circunstâncias até piores do que as de Dilma, mas as venceu “conversando com a sociedade”. É claro que se trata de uma mentira. Entre outras delicadezas, o chefão se esquece de que ele e o PT não tinham a memória de 12 anos de poder, com todos os seus descalabros.
Um dos luminares petistas lembra que o partido não dispõe hoje, e não disporá nos próximos três anos e pouco,  de uma alternativa a Lula para disputar a sucessão de Dilma e que ouvi-lo antes de tomar decisões seria uma espécie de obrigação da presidente. Com ironia, comentou com um interlocutor: “Só faltava agora ela estar preocupada com a própria biografia. Há outras prioridades”.
Dilma tem, sim, de se preocupar com as ruas. Mas quem mais a ameaça hoje é Lula, que não aceita o óbvio: seu tempo acabou!
Por Reinaldo Azevedo
FONTE VEJA 

OS BRASILEIROS ESTÃO MOSTRANDO NAS RUAS A SUA DECEPÇÃO COM O GOVERNO DILMA

Governo Dilma: três motivos para o recorde de rejeição

Eeitores decepcionados com o início do segundo mandato da petista puxaram para baixo a avaliação do governo federal
Eeitores decepcionados com o início do segundo mandato da petista puxaram para baixo a avaliação do governo federal
A má avaliação ao governo da presidente Dilma Rousseff disparou para 64% em março, segundo a pesquisa CNI-Ibope divulgada nesta quarta-feira. Este é o maior índice de desaprovação registrado desde o início do governo da petista, em 2011.
O elevado crescimento em apenas 3 meses – em dezembro, o índice estava em 27% –  pode ter sido motivado por uma série de fatores, como o escândalo de corrupção na Petrobras, a crise econômica e o anúncio do ajuste fiscal, mas o que mais pesou parece ter sido a decepção dos próprios eleitores de Dilma com este início de segundo mandato.
Entre as ações do governo, as questões econômicas lideram a reprovação dos entrevistados: nove em cada dez brasileiros desaprovam a política de juros do país.
A insatisfação se refletiu também no índice de confiança da população em relação à Dilma: 74% dos entrevistados disseram não confiar na presidente e apenas 14% disse acreditar que o restante do governo será ótimo ou bom.
Eleitores decepcionados
A queda da popularidade da presidente Dilma ocorreu tanto entre os que votaram em Aécio Neves (PSDB) no segundo turno das eleições do ano passado quanto entre os próprios eleitores da petista.
Segundo os dados divulgados pela CNI, o percentual de aprovação do governo entre os entrevistados que declararam ter votado em Dilma caiu de 80%, em dezembro, para 34% no mês passado.
Entre os eleitores do tucano, a avaliação do governo como ótima ou boa caiu para 2% – em dezembro, o índice estava em 12%.
Questões econômicas
O estudo feito pela CNI avaliou também o nível de aprovação das políticas públicas do governo federal. As áreas com as piores avaliações são políticas de juros e impostos: a desaprovação é de 89% e 90% da população, respectivamente.
Em todas as nove áreas de atuação do governo avaliadas na pesquisa, o percentual de desaprovação é superior a 60% dos entrevistados.
A área com a melhor avaliação é a do combate à fome a à pobreza, que tem 33% de aprovação – mesmo assim, a desaprovação chega a 64%.
Notícias desfavoráveis na mídia
O clima desfavorável ao governo foi percebido pelos entrevistados também através das notícias veiculadas pelos meios de comunicação. Mais de 70% dos entrevistados consideram que as notícias recentes são mais desfavoráveis ao governo. Há três meses, as notícias sobre o governo eram consideradas desfavoráveis por 44% da população.
As notícias sobre as manifestações populares e sobre a corrupção foram as mais lembradas pelos entrevistados. Elas foram citadas espontaneamente por, respectivamente, 40% e 32% deles.
Fonte: Exame

TUDO QUE E APROVADO PARA O BEM DA POPULAÇÃO MERECE SER APLAUDIDO

Câmara endurece pena para crimes com explosivos no país

Imagem: DivulgaçãoA Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (31) projeto que endurece a pena para crimes de roubo ou furto praticados com o uso de materiais explosivos. O texto avalizado pelos parlamentares aumenta em um ano a pena mínima para esse tipo de crimes – de dois para três anos. O prazo máximo de prisão permanece em oito anos. A proposta segue para análise do Senado.
O texto é de autoria do deputado Alexandre Leite (DEM-SP) e foi relatado ppor Alexandre Molon (PT-RJ) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). No parecer da CCJ, Molon argumenta que a prática dos crimes de furto e roubo com utilização de explosivos, “além de aumentar os danos patrimoniais do ofendido, põe em risco outros bens juridicamente tutelados pelo Direito Penal, como a integridade física e a vida de transeuntes”.
A aprovação da matéria atende a um pedido do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, para o combate a roubos de caixas eletrônicos da capital paulista.
Fonte: Veja 

Segio Lima Artesanato

 
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